O PRIMEIRO CENTRAL X NÁUTICO OFICIAL DE CARUARU
Foram 24 anos de espera.
O Central participou do Campeonato Pernambucano de 1937.
Mas jogando só em Recife.
Central que foi derrotado no Campo da Jaqueira por 2 x 1 e 3 x 1, no turno e returno, respectivamente.
Até que no dia 11 de junho de 1961, o Central recebeu o Náutico.
No Estádio Pedro Vítor de Albuquerque.
O Náutico que havia estraçalhado o ASAS por 10 x 1 e o Ferroviário por 5 x 0.
Central que estreara no torneio mais discreto.
Um 3 x 1 sobre o pobre ASAS.
Um público de 4782 pessoas compareceu ao encontro.
O Central formou com Santos Araújo; Berto e Adolfo; Da Cunha, Da Silva e Espanhol; Diniz, Pedrinho, Waldemir, Zezinho e Fernando.
Um time comandado pelo experiente Gilberto Carvalho.
O Náutico alinhou Waldemar; Nancildo e Múcio; Gílson, Clóvis e Hamilton; Luís Carlos, Walter Prado, Abílio, Ênio Andrade e Elias.
Náutico treinado pelo lendário Gentil Cardoso.
Náutico que era o campeão pernambucano de 1960.
O jogo? Foi pedreira!
Tudo parecia correr tranquilo para os alvirrubros
Aos 3′ Luís Carlos chuta, Santos defende parcialmente e Walter Prado na corrida empurra para as redes: Náutico 1 x 0!
Parecia, pois logo em seguida Abílio invade a área e é carreado por Berto.
Pênalti.
Seria o 2 x 0 tranquilizador.
Seria, pois Abílio chutou o pênalti nas nuvens de Caruaru.
O jogo mudou de lado.
O Central vendo a bola nas nuvens, decidiu botar a bola no chão.
A bola bate em Múcio e volta para Pedrinho que chuta.
Gol do Central! Gol? Que nada!
O juiz Manoel Correia Lima corre para o meio de campo, enquanto o bandeirinha Evandro Ferreira fica de instrumento levantado.
Manoel Correia volta atrás.
O tempo fecha na terra de Vitalino.
Falar que o segundo tempo foi do Central é pouco.
Pedrinho empatou aos 2′ da peleja.
E o resto do jogo foi um bombardeio digno de São João.
Mas o Náutico tinha Waldemar. Goleiro campeão, goleiro de seleção.
O Náutico também tinha Clóvis e Elias, ambos parceiros de Waldemar na Seleção Cacareco.
O Náutico seria o vice-campeão daquele ano.
Mas já possuía o embrião do Hexa.
O Central se afirmaria como a quarta força do estado.
Central que via pela primeira vez um estadual em casa.
O juiz Manoel Correia Lima?
Apitaria vários clássicos naquele ano.
Apitaria, inclusive, o jogo Central 0 x 3 Náutico no segundo turno.
Acredite se quiser.
Como detalhe, no ataque alvirrubro um mito:
Ênio Andrade.
Não só acredito no título, como TENHO CERTEZA, que seremos Campeões!!! Agora me admira muito que alguns torcedores do Náutico não percebam a palhaçada que a Federação e comição de arbitragem fazem. A pergunta que não quer calar é: Quando vamos nos livrar de Carlos Alberto e corja? Será possível que não tenhamos forças, nem junto com o Santa pra tirar esses Pulhas? Não aguento mais esse ditador a frente da federação, e nem escuto mais resenha. Chega de imprensa comprada e campeonato vendido!!! ´
Náutico acima de tudo!!!
P.S HEXA É LUXO!!!