HISTÓRIA

Campo da Jaqueira. 29/10/1939. Derrotando o Santa Cruz pela contagem mínima, o Náutico sagrou-se campeão de 1939.

Na foto: Em pé: Sivini, Ary, Djalma, Edson Lima, Guilherme, Célio Araraquara e Alencar. Agachados: Zezé Carvalheira, Bermudes, Fernando Carvalheira, Emídio Carvalheira e Celso.

Durante os oitenta minutos de refrega em que estiveram empenhados tricolores e alvirrubros, na ultima prova do campeonato de 1939, apenas, um tento foi registrado.

O detalhe é que, naquela época, o jogo era disputado em 80 minutos.

O primeiro tempo terminou com o placar mudo.

Às 16:35, Fernando Carvalheira dá inicio à fase final do jogo.

Os alvirrubros vão logo ao ataque. Um centro de Emídio é aparado por Fernando Carvalheira que, impossibilitado de finalizar, atrasa para Ary.

Ao centro médio alvi-rubro não passou despercebida a oportunidade que se lhe deparava, de concluir para as redes, o que fez com possante arremesso. Vicente coloca-se bem para defender o tiro de Ary, mas, Fernando Carvalheira, tendo a bola ao seu alcance, consegue tocá-la de maneira que tornou impossível qualquer defesa do arqueiro tricolor. E o balão vai, então, cair nas redes para ser consignado, ás 16:36, o único tento da peleja, a favor do Náutico.

Às 17:15, ouviu-se o apito do cronometrista anunciando o término do tempo regulamentar. O placar assinalando o grande triunfo dos alvirrubros: 1×0.

Os quadros jogaram com as seguintes formações:

Náutico: Djalma; Édson Lima e Célio Araraquara; Guilherme, Ary e Alencar; Zezé Carvalheira, Bermudes, Fernando Carvalheira, Emídio Carvalheira e Celso.

Santa Cruz: Vicente; Sidinho II e Pedrinho; Rubem, Pellado e Pedro; Itaguary, Tará, Jango, Sidinho e Siduca.

Por sorteio, dirigiu a partida, José Mariano Carneiro Pessoa, o famoso Palmeira.

A atuação de Palmeira foi considerada boa.

Entretanto, o Santa Cruz o acusa de um erro grave, e, baseado neste argumento, iria formular um protesto contra o resultado do jogo.

Trata-se de uma bola que o arqueiro Djalma teria defendido depois de transpor as traves.

Jornal da época comenta:

É um lance difícil de ser apreciado, mormente por aqueles que não estivessem colocados numa posição excepcionalmente favorável para tanto, e com atenção inteiramente concentrada no lance em questão.

No lance em referencia, a sua decisão se nos afigurou acertada desde que não estava ele absolutamente convencido de ter a bola transposto completamente a linha de gol.

Ficou o dito pelo não dito.

Náutico, pela segunda vez, campeão de Pernambuco.

* O antigo goleiro alvirrubro, Mestre Djalma Christiano Gomes, ajudou na identificação dos antigos companheiros na foto.

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. Evandro Antonio Montenegro de Souza disse:

    Quanto vale a nossa permanência na série A? Quanto vale ganhar os últimos quatros jogos que nos restam? Vale um milhão? Dois milhões? Eu acho que não tem preço? Já sabemos a cruz que a série B, que o diga o pobre Santinha, Bahia… Cadê a nossa Diretória? Façam um pacto com os jogadores, ofereçam uma premiação tentadora, tipo daquela que o cabra vai comer grama e derramar sangue em vez de suor. Eu ainda confio nesse grupo e na nossa comissão tecnica. Gostaria muito de dizer o mesmo dessa diretoria.

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