O Clássico dos Clássicos mais interessante de amanhã, será o Clássico dos Clássicos do futuro. O clássico que decidirá o campeão do primeiro turno do estadual de juniores, entre Sport x Náutico na Ilha do Retiro. Trata-se da revanche da partida disputada recentemente em Porto Alegre pelo Brasileiro Sub-20. Partida vencida nos pênaltis pelo time rubro negro.
Difícil dizer quem é o favorito. O arrasador ataque alvirrubro, ataque que meteu 8 gols no Central e venceu o Santa Cruz por 4 x 3 em uma eletrizante pugna nos Aflitos, tem contra si o sentimento brejeiro do torcedor alvirrubro. Brejeiro porque, todo torcedor alvirrubro atualmente, jura de pés juntos que a vaca vai pro brejo toda vez que o Náutico topa com uma decisão na Ilha do Retiro ou em qualquer outro lugar com o Leão.
Tal sentimento, parece ancorado na realidade dos números, porém, uma análise mais fria do universo do futebol, revela que os ciclos de vitória e derrota se alteram. O que ontem era noite, sempre vai amanhecer. E os meninos nada têm a ver com a miséria humana dos seus predecessores. Em vez de vaca, meus amigos, o passado só serve de parâmetro como história pra boi dormir.
Com isso, desejo dizer que o Náutico é favorito? Não, decerto que não. É um clássico, mesmo entre crianças. E um clássico nunca tem favorito, nem vencedores e vencidos de véspera. Um clássico é a mais pura equação quântica. Partículas aleatoriamente flutuando no universo das probabilidades.
O jogo de amanhã vale pelo futuro. Vale pelo ineditismo de ver um jogo preliminar sendo mais esperado que o jogo de fundo.
Vale pelo inusitado.
A entrada desta vez, é mais importante que o prato principal…