MATÉRIA ESPECIAL

Durante todo o ano já se antecipava o trágico desfecho.

Desconstruído, erro após erro, em clamoroso surto de incompetências, o Náutico – para usar o linguajar futebolístico – sempre esteve na marca-da-cal.

Pronto para ser chutado, com a fatalidade de um pênalti, para as malhas da desventura.

Falido, falhado, “factorizado”, sugado, espoliado (por terceiros, segundos e, até, primeiros) e – por fim – definitivamente rebaixado: des-clas-si-fi-ca-do.

Quanto à difícil redenção, há que se pagar um bom preço por ela. O preço amargo da renúncia. Que também de renúncias se faz a grandeza de um clube. E o que era apenas protesto e rebeldia, de repente se faz Poder e ousadia. Quem sabe, salvação?

Da fatídica marca-da-cal para DACAL agora transformado em marca de esperanças. A simbolizar, com a sua característica brancura, a limpidez dos propósitos, a imaculada reputação, a prenunciar uma alva, clara e transparente conduta administrativa. Uma pureza sem ingenuidades acredita-se.

Resta esperar que DACAL, com sua propriedade agregadora, consiga cimentar indispensáveis adesões, conquistando, para essa sagrada missão, novos apóstolos que possam unir esforços ao desse exemplar João Batista, não o deixando a clamar no deserto… E que toda a admirável combatividade do intrépido centurião (e inspirado vate) Domingos Sávio possa ser muito bem aproveitada nas inevitáveis batalhas que estarão por vir.

Enfim, que, com muita luta e invulgar coragem, se consiga amanhã alvirrubrar significativamente a marca DACAL, fazendo-a símbolo da história de um Náutico redivivo, a ser escrita com sangue, “com tinta sangre del corazón”!

Uma resposta a MATÉRIA ESPECIAL

  1. Carlos Fischer disse:

    QUE ASSIM SEJA!

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