2009 seria um belo ano para o Náutico.
Permanência na Série A.
Lessa, Dinda e Nilson pintando na Sub-20.
Vinte e três milhões no orçamento.
Uma fortuna pelas bandas de Rosa e Silva.
Seria.
Terminando o ano, vexame.
A vice-lanterna do Brasileirão.
Séculos sem ganhar um turno sequer do estadual.
Caminhões de acostas na enfermaria.
Mais de cinquenta contratações e nenhum time sequer em campo.
Seis treinadores.
Colegiado reunido às pressas para salvar o naufrágio.
Diretoria entregando o barco com quatro meses de folhas em aberto.
O que era ruim.
Ficou ainda pior.
Duas chapas se apresentaram para a eleição.
Quando encerrou-se o prazo de inscrição.
O candidato da situação Toninho Monteiro pulou fora por falta de consenso.
E o candidato da oposição Francisco Dacal?
Aguardou até o horário da votação pra também pular fora do barco.
Dacal que era virtualmente o presidente eleito.
Pois é.
Francisco Dacal passou o ano.
Semeando a necessidade de transparência no clube.
Esse foi até o nome da sua chapa.
Uma legião de alvirrubros nas arquibancadas, nos orkuts, nos blogs.
Sonhou que era chegada a hora da mudança.
A hora em que os sócios fossem tratados dignamente.
Hora em que os prata da casa fossem valorizados.
Hora em que o clube sofresse um choque de gestão.
Hora em que o departamento médico fosse digno do nome.
Hora em que o passado fosse enfim superado pelo futuro.
O Sr. Dacal renunciou sem ouvir os que o apoiavam.
Renunciou nos braços de quem ele tanto combatia.
Deu uma de Jango.
Deixando Aragão na chapa quente.
Mas tanto Dacal quanto Toninho Monteiro esqueceram um detalhe.
Ninguém é candidato de si mesmo.
Uma candidatura emana de seus eleitores.
Emana da vontade popular.
Emana de um projeto de poder.
Dacal e Toninho Monteiro podem ter renunciado.
Mas os ventos da mudança permanecem.
Porque candidatos renunciam. Esquecem o passado.
Candidatos são movidos pela ocasião.
Mas nas arquibancadas da vida.
Nas gerais dos Aflitos.
Existem aqueles que nunca renunciam.
Pessoas movidas pela paixão.
Pessoas que acreditam nas palavras do poeta:
Um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só.
Um sonho que se sonha junto é realidade…
O CT DO NAUTICO É O MELHOR DO NORTE/NORDESTE!!!!
OUTRA DE NOSSA TORCIDA…AMIGO CARLOS, OS CARAS QUE ESTÃO SE FIRMANDO E DEMONSTRANDO SEREM ATLÉTAS DE QUALIDADE NÃO SÃO MERCADORIAS PARA VENDA IMEDIATA, DEVEM SERVIR DE BASE PARA QUE O CLUBE FORME UMA EQUIPE DE QUALIDADE, VENDER AS PROMESSAS E CONTRATAR NOVAMENTE OS REFUGOS? SINCERAMENTE, ASTÁ TUDO ERRADO MESMO.
O TÃO DECANTADO TÍTULO DE HEXA, FOI NUMA ÉPOCA EM QUE A PRATA DE CASA ERA VALORIZADA E PRA SER VENDIDA TINHA QUE ROLAR MUITA GRANA…TINHAMOS NO TIME UMA ENORME QUANTIDADE DE JOGADORES FORMADOS EM NOSSA BASE, SEM CT SEM NADA DE ESPECIAL, APENAS PESSOAS INTELIGENTES, COM VISÃO E HONESTAS….NADO, BITA, NINO, LALA, GENA,ETC….LULA MONSTRINHO, REINALDO, SALOMÃO, GERALDO, CHINA, GILSON, CLOVES, HELMITON ENTRE OUTROS ERAM JOGADORES DAQUI DA REGIÃO…FORAM VENDIDOS POR VALORES RAZOÁVEIS E O DINHEIRO ENTRAVA NO CLUBE…POR ISSO UM DIA FOMOS HEXA…HAVIA, VALORIZAÇÃO DA PRATA DE CASA E DOS JOGADORES DA REGIÃO. TRANSPARENCIA, COMPETENCIA E HONESTIDADE NA ADMINISTRAÇÃO DO CLUBE…E HOJE? ERA UMA VEZ.
Belo comentário sr. ROBERTO VIEIRA, no entanto, eu gostaria muito que os sites que dizem amar o clube e defender seus interesses levantassem a bandeira de UMA CAMPANHA SÉRIA VISANDO MORALIZAR E RESTAURAR NOSSO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.
Francamente, a maioria de nossa torcida chega a ser PATÉTICA, RIDÍCULA E SEM NENHUMA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR AO CLUBE QUE DIZEM TORCER. Sinceramente, COMO PODEMOS MUDAR A SITUAÇÃO DO CLUBE SEM FAZER NADA DE PRODUTIVO A NÃO SER SE LASTIMAR E CHOROMINGAR…ALGUÉM JÁ VIU MUDANÇAS EM QUALQUER SITAÇÃO, SEM ATIDUDES, SEM UMA OPOSIÇÃO ARTICULADA, SEM LUTA E SEM DETERMINAÇÃO? DUVIDO…ENTÃO É DISSO QUE ESSES PARASITAS SE SENTEM TRANQUILOS, FAZEM O QUE QUEREM E NINGUÉM TOMA QUALQUER TIPO DE ATITUDE E AINDA SE ACHAM NO DIREITO DE SE LAMENTAR O TEMPO TODO…ORA BOLAS, VAMOS PARAR DE SER HÍPOCRITAS, VAMOS OU NÃO VAMOS QUERER MUDANÇAS, SE VAMOS TÁ NA HORA DE LUTAR, SE NÃO VAMOS, ENTREGUEMOS DE VEZ O NOSSO CLUBE A ANDRÉ CAMPOS E CIA.
parte 4:
Não é demais lembrar que, hoje, com a conquista da Libertadores pelo Estudiantes, o Racing herdou a vaga da competição para o ano que vem, e, ao que tudo indica, vem com um grande time. Mais do que um jogo, sua torcida provou que foi capaz de vencer uma história, desconfiar de um destino, resgatar da morte o seu clube e levá-lo de volta ao caminho das glórias.
parte 3:
Racing foi autorizado a continuar funcionando, mesmo com os iminentes leilões que atingiriam seus bens.
Na 'reestréia' de Racing, em Rosário, contra o Central, a torcida invadiu o Gigante de Arroyito, deixando para trás a triste sensação de que não mais poderia jogar. Reza a lenda de que, nesse dia, havia menos gente de Rosário no campo do que torcedores de 'La Academia'. O clube caminhava a passos largos, para, em 2001, voltar a ser campeão. Depois de uma incrível sequência de vitórias, a torcida encheu dois campos no mesmo dia para acompanhar sua equipe, na última rodada do Clausura de 2001. Era decretado o fim da crise, Racing voltava a ser campeão.
Nada foi fácil nesse caminho, Racing perdeu bens, dinheiro, terrenos, teve o seu fim anunciado, e seu futuro foi posto em risco. A torcida, por outro lado, manteve-se acesa, firme, imperecível; indormida na missão de defender e salvar a sua equipe.
(continua…)
parte 2
Em uma das manifestações, logo após a infeliz declaração de Liliana Ripoli, a torcida 'blanquiceleste' se dirigiu ao estádio para gritar sua paixão, na data da primeira rodada do Clausura de 1999, levando mais pessoas do que em qualquer outra partida da rodada.
Um de seus dirigentes foi atingido por um bumbo, arremessado do meio da inconformada torcida de la academia. O sangue que escorreu do seu rosto simbolizou a pior fase vivida pelo clube, embora tenha também simbolizado a força que o povo teria para reeguer e, mais do que isso, refundar o clube, que, quase sem querer, anunciava o seu fim.
Movida por um sentimento inflamado e pelo desejo de ressurgimento, a torcida do Racing reergueu o clube na base da vontade, da garra e da paixão. A antiga ala dos dirigentes que conduziram esse fracasso para Avellaneda foi enxotada de dentro do clube, junto com os novos que estavam no comando há pouco tempo.
(continua…)
"Quisiera comunicarles una cosa. Racing Club ha dejado de existir". Foi com essa frase que a então comandante do Racing, Liliani Ripoli, em março de 1999, pôs à prova a frase 'torcida ganha jogo'. Para quem não sabe, a torcida branca e celeste de Avellaneda é a terceira maior da Argentina, a sua barrabrava é tida, quem sabe, como a mais apaixonada do país, se é que é possível dizer isso.
A situação financeira do Clube no final da década de 90 era catastrófica e insustentável. A Justiça Federal da Argentina havia decretado, no mesmo mês de março de 99, que o clube fosse fechado e tivesse seus bens leiloados, para sanar um saldo negativo de 65,6 milhões de dólares.
Por outro lado, por mais grave que seja a condição, ninguém aceita que um grande time simplesmente acabe, deixe de existir. Como explicar para si mesmo o fim de uma paixão? Talvez essa pergunta tenha motivado a torcida do Racing a lutar para ter o clube de volta.
(continua…)
ESTIVE NA INAUGURAÇÃO DO CT HOJE E AQUELA MESMA CORJA É QUE ESTAVA LÁ. SEGUNDO COMENTÁRIOS ESTARIAM PARA FORMAR UMA "NOVA" CHAPA. TOMADA A PALAVRA AO SR. ANDRÉ PERGUNTOU SE O "ADMINISTRADOR DO CT" QUERIA SER PRESIDENTE E O MESMO DISSE QUE DEPENDIA DE SUA FILHA, QUE DE PRONTO DISSE NÃO. SAÍ NO FIM DO DISCURSO ACHANDO QUE NÃO TEMOS PARA ONDE IR E ACEITAR, NOVAMENTE, CARDOSÃO, O DEPUTADO ANDRÉ E VALUAR…….