ENTREVISTA

O técnico Roberto Fernandes, de 39 anos, nunca escondeu a sua forte ligação com o Náutico. É torcedor declarado do clube. Depois de salvar a equipe de três rebaixamentos (dois na Série A e um na Série B), o treinador agora encara seu maior desafio à frente do Timbu: ser campeão pernambucano e salvar a máxima “hexa é luxo”, mais uma vez, ameaçada pelo rival Sport. Fernandes sabe o tamanho da sua responsabilidade, mas se mostra empolgado com o desafio. “Se o título vier terá um sabor especial”, confessou.

JORNAL DO COMMERCIO – O Campeonato Pernambucano de 2011, por tudo que envolve, e principalmente pela disputa do hexa, será o maior desafio da sua carreira?

ROBERTO FERNANDES – O campeonato tem tudo para ser o melhor dos últimos 10 anos ou talvez mais. Pernambuco volta a ter três clubes na Série B (Náutico, Sport e Salgueiro) e um deles não é o Santa Cruz, que vai continuar sendo por muitos anos uma das três forças do Campeonato Pernambucano. Acredito em um campeonato bastante disputado. E ser campeão no Estado em que nasci será muito importante. Com certeza absoluta, esse campeonato vai ser muito especial para mim.

JC – O Sport é o time a ser batido? O principal rival?

ROBERTO FERNANDES – O Sport, por ser o clube que detém o maior numero de títulos no Estado, por ser o clube que mantém uma base há mais tempo e por ser o de maior orçamento é evidente que será o adversário mais difícil e entra como favorito no campeonato. Mas vejo como um grande erro achar que o Sport é o nosso único adversário. E esse erro nós não vamos cometer.

JC – Qual o perfil do elenco que você pretende montar?

ROBERTO FERNANDES – Existe um perfil do nosso planejamento e existe um perfil da realidade. Eu costumo dizer que existe o ideal e o real. E quanto mais você aproximar a sua realidade daquilo que você considera ideal, mais chance você tem de dar certo. E quanto mais se distanciar, mais chance tem de dar errado. Mas o que está sendo traçado no nosso planejamento é montar uma equipe competitiva para ser campeã pernambucana, para fazer uma boa campanha na Copa do Brasil, e na sequência para buscar o acesso à Série A.

JC – Conquistar um título pernambucano com o Náutico, clube com o qual você tem forte ligação, terá uma importância maior do que os outros títulos que já conquistou na carreira?

ROBERTO FERNANDES – Ser campeão é sempre muito difícil. Ser campeão é sempre muito bom sob qualquer circunstância. O que posso dizer é que ser campeão pelo Náutico é um bolo recheado. Se vier a acontecer, com certeza, terá um sabor especial.

JC – Em 2001, o Náutico também tinha o ineditismo do hexacampeonato ameaçado pelo Sport e conseguiu ser campeão. O que você lembra daquele campeonato?

ROBERTO FERNANDES – Eu estava em São Paulo. Foi o ano em que conquistei o meu primeiro acesso como treinador. Fui campeão paulista da Série B pelo Primavera. Não me lembro onde estava no dia da final (contra o Santa Cruz), nem de ter acompanhado. Acredito que não acompanhei. Nem o campeonato em si. Eu estava muito focado no meu trabalho e sinceramente não vivi o clima daquele campeonato.

JC – Mas na sua comissão técnica você tem uma pessoa que não só viveu como foi um dos personagens principais daquele campeonato que é Kuki. Pretende utilizá-lo para que ele tente passar aos jogadores que chegam a responsabilidade que eles terão na defesa do hexa?

ROBERTO FERNANDES – Pela cobrança natural que é o futebol, sim. Mas eu não gosto de somatizar campeonatos. Os jogadores do Náutico que serão contratados não tem nada a ver com nenhum dos títulos passados do Sport. Eles têm a ver com esse título. Eles têm a ver com esse campeonato. É esse campeonato que a gente vai estar cobrando. Para não gerar algo acima do normal. No dia a dia, no ambiente de futebol, todo mundo conversa. Então nós naturalmente vamos estar muito concentrados. Nessa coisa informal é muito natural que se converse sobre a importância desse título. Mas eu não vou marcar uma reunião para Kuki dar uma palestra aos jogadores. Isso está fora de cogitação.

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Uma resposta a ENTREVISTA

  1. Sergio disse:

    Pelo que tem apresentado ultimamente, creio que o Eduardo Ramos vai ser dinheiro jogado fora.SAUDAÇÕES ALVIRRUBRAS!

  2. Dyego Fernando disse:

    EDUARDO RAMOS NO NAUTICO? RUBINHO ACABOU DE DIZER NO PROGRAMA.

  3. Genésio Monteiro de Souza disse:

    Desculpem, é a pressa.
    (Continuando…)
    Mas temos que entrar com nossa dignidade em alta, pois o favorecimento é descarado e existe toda uma cúpula interessada. Nossa única chance seria nossos principais beneméritos nos presentearem com alguns bons nomes em posições estratégicas, pois com isso que aí está será difícil impedirmos o título deles. Vide esse ano… Ainda mais que receberam uma melhora na cota do famigerado clube dos vinte. Nosso único alento é que os infelizes estão tão endividados quanto nós e já estão gastando as verbas de 2015, 2018, e por aí vai… Dependemos muito dos nossos iconfiáveis dirigentes e suas inconsequências. Assim fica difícil mudarmos o quadro. Com elenco fraco, sem dinheiro pra contratar, não há mágico que dê jeito. Temos que correr atrás de mais patrocínio, caso contrário e sem tanto mérito, a coisa vai ser deca-campeão. Assim também, com tamanha discrepâcia em termos de renda, é mole! Saudações!

    Sabiá.

  4. Genésio Monteiro de Souza disse:

    Continuando…
    Mas temos

  5. Genésio Monteiro de Souza disse:

    É mais do que relevante que nossos torcedores estejam atentos às palavras do nosso comandante, que frisa bem a diferença entre o "ideal e o real". Há muito que essa diferença vem nos matando aos poucos, assim como tirando o brilho e importância desse campeontaozinho mixuruca. O ideal seria os três estarem disputando nas mesmas condições, e não com essa vantagem absurda da carniça de peruca. Assim é covardia. Se não nos igualar esse ano, nunca mais o conseguirá. Por isso acho que esse ano, definitivamente será carta marcada e deverá ser um tal de arbitragem errar pra favorecer aquela merda burro-negra. Quem viver verá… A coisa é muito acintosa, chega a ser vergonhosa. Mas temos

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