A batalha de São Januário

Por: José Gomes Neto

O Náutico não poderia ter encontrado a melhor hora para fazer história no Brasileirão 2008. Como nunca havia ganhado do Vasco no Rio de Janeiro, após o expressivo triunfo em São Januário por 3 a 1, o Timbu aproveitou o ensejo para quebrar mais um tabu. Por tabela, também despachou um adversário direto na luta contra o rebaixamento. A equipe deve ser competitiva e não pode pensar diferente: é jogar em busca de mais três pontos, desta vez diante do Atlético Mineiro, no Mineirão.

A vitória contra o time vascaíno não apenas mantém uma invencibilidade em quatro jogos, mas efetivamente coloca o Náutico entre os clubes que buscam uma vaga na Copa Sul-americana, em 2009. Isso porque, como o Sport está na oitava posição, então repassa uma das vagas para o Alvirrubro. Do quinto ao 12º lugar classificam-se para esta competição continental.

Quanto à campanha de reabilitação, já são oito vitórias em 25 rodadas e o Timbu precisa de mais cinco para se manter na elite do futebol brasileiro, no próximo ano. Faltam 13 partidas e a seqüência de bons resultados é o caminho a ser ratificado para que o principal objetivo deste final de temporada seja alcançado.

Apesar desta realidade promissora, a zona de rebaixamento encontra-se apenas a três pontos. O Vasco agora “lidera” a zona de degola, com 26 pontos e sete vitórias. Por sinal, o Náutico é a única equipe que detém oito vitórias dentre os clubes que brigam para continuar na Série A, e que mantêm acesa a chama de qualificação à Sul-americana. O próprio Atlético Mineiro, que tem 30 pontos, curiosamente tem somente sete vitórias e ocupa a 12ª posição.

O confronto diante do Galo servirá para definir quem tem mais condições de se aproximar do G-10 (os dez primeiros colocados). Até porque, como o 11º lugar é o Internacional, hoje com 36 pontos, nenhum dos dois clubes poderá alcança-lo, no caso de haver um vencedor neste sábado (20) à noite, em Belo Horizonte.

Independente disso, a ascensão do Náutico na competição já não é um sonho, mas realidade palpável. O jogo contra os vascaínos deixou claras a superioridade técnica e tática do alvirrubro. Com uma marcação forte desde a saída de bola do adversário, o Timbu não deu trégua para os cariocas. Por sinal, o gol de abertura da partida surgiu de uma dessas roubadas de bola no meio-campo.

Lamentável mesmo fora a contusão do grandalhão Clodoaldo. Bastante criticado pela minha pessoa por ocasião da estréia contra o ex-lanterna Ipatinga, ele mostrou que pode e tem condições de brigar por um lugar ao sol entre os atacantes. Melhor para o grupo, especificamente ao treinador Roberto Fernandes, que ganhou mais um homem-gol como opção para aquele setor.

É bem verdade que houve falhas no sistema defensivo, em especial nas bolas cruzadas na área. Porém, as ausências do volante Hamilton e do meia Paulo Santos podem ter pesado, mas não o suficiente para arrefecer o ânimo do grupo que esteve em combate. Destaques para William e Felipe. Ambos saíram do banco de reservas para contribuir com a construção do placar.

Espero que o ala/meia Ruy se concentre mais no jogo e atue menos para a platéia. Valeu pelo primeiro gol com a camisa do Náutico, no Brasileirão, mas a competição continua e será preciso muita bola para dobrar o time mineiro nos seus domínios.

Diferentemente da semana anterior, espera-se que o técnico Roberto Fernandes aproveite o tempo disponível para testar mais e melhores opções para montar uma equipe ainda mais forte e competitiva para esta 26ª rodada. O retorno dos meio-campistas Alceu, Hamilton e Paulo Santos, além do atacante Gilmar podem servir para motivar ainda mais a disputa por uma vaga entre os titulares.

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