A hora da maturidade e cabeça no lugar

Por: José Gomes Neto

futebol apresenta situações que a própria razão desconhece. Pois bem, o Náutico perdeu um jogo ganho e agora precisa manter o prumo, sob a pressão total e irrestrita de reabilitar-se na rodada seguinte. Não adianta querer apontar culpados, dizer que houve substituições equivocadas, ou coisas do tipo. Afinal de contas, será que tudo o que o Figueirense fez foi correto? Até mesmo a expulsão do meia Rodrigo Fabri, com poucos minutos em campo, estava nos planos deles? Então. O momento pede serenidade de jogadores, membros da comissão técnica, dirigentes e, claro, da fiel e empolgada torcida timbu. Ninguém deve se desconcentrar do foco maior, que agora, pra mim, é único: manter o Náutico na Série A, em 2009. Isso é o mínimo que pode ser feito para que 2008 não termine de maneira lastimável.

Digo isso porque acho que a classificação para a Copa Sul-Americana já não é mais tão simples. É claro que restam seis pontos, mas o principal é não descer de divisão. Deixar de somar pontos nesta partida, diante de um adversário direto, complicou esta condição para o Náutico. Mesmo assim, a última cartada será jogada nos Aflitos, e agora a situação está invertida. O Náutico é quem vai precisar da vitória a todo custo. Para quem gosta de fortes emoções, isso é o que não faltará no confronto diante do Atlético do Paraná, no último final de semana, nos Aflitos.

Se o sistema defensivo andou cometendo falhas absurdas, grotescas, o mesmo não se pode dizer do ataque. Aliás, o zagueiro Vagner fez até gol de cabeça, mostrando, na prática, o caminho das pedras – e limpou a barra da defesa alvirrubra. Porém, cabe ao goleiro Eduardo aprender um fundamento que ele definitivamente ainda não sabe: sair da barra e defender bolas defensáveis. Enquanto estiver na ativa, nunca será demais aprender isso.

Bom, quanto ao posicionamento dos demais jogadores… Que vacilo coletivo! É preciso que o treinador Roberto Fernandes esteja mais atento neste quesito, em especial nos treinos fechados à imprensa. As bolas paradas têm acabado, inevitavelmente, dentro da meta alvirrubra. É hora de impedir que isso ocorra, caso contrário isso levará o Náutico à Série B.

Mesmo assim, não é hora para acusações, mas de cobranças específicas. Ruy precisa usar mais a sua sutil cabecinha e jogar para o time. Não sei por que ele acha que está sendo observado por alguém para defender a Seleção Brasileira, e prefere dar dribles desnecessários a mais em vez de ser objetivo. O fato é que o volante Derley fez muita falta nesta partida. O tal do zagueiro alvinegro que marcou o gol da vitória catarinense nem acertou a cabeçada, mas a bola teve destino certo. São coisas do futebol.

Campo encharcado, que prejudicou os dois lados, torcida adversária nem de longe incomodou aos jogadores alvirrubros. Quer dizer, o principal adversário do Timbu foi ele mesmo. É incrível, mas no futebol não existe lógica. Para manter a cabeça no lugar, o Náutico precisa trabalhar com humildade e afinco para esta decisão contra os paranaenses. Não existe outra saída. É usar a cabeça que o Figueira utilizou com tanta competência, para fugir de um pesadelo que, só de pensar, já proporciona uma imensa dor de cabeça! Alvirrubros, pensem nisso, usem a cabeça!

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