A vitória da perspectiva

Por: José Gomes Neto

Estrear com vitória no returno do Pernambucano foi o mais importante para o Náutico. Independentemente de como a equipe se comportou nesta partida. Isso porque, mais uma vez – e só para variar – o técnico Roberto Fernandes não pôde colocar em campo a formação que ele pretende, ao longo desta competição. Aliás, se isto for levado em consideração, então ele ainda continua a escalar um time em cada partida oficial na temporada. Vale lembrar que até agora foram 12 jogos, cada um com uma formação diferente.

Porém, futebol é resultado e isso é o principal objetivo. Caso o Timbu não tivesse estreado com um resultado positivo, aí a situação se complicaria de vez para o treinador, sua comissão técnica e a diretoria. Na cultura do futebol brasileiro, o grupo de atletas é praticamente intocável, mesmo quando a equipe não está correspondendo. Em geral, quem tem o cargo retirado é o comandante técnico. Inclusive, há quem aposte, firmemente, de que Roberto Fernandes está em xeque, nos Aflitos.

Fato ou não, a questão a ser analisada aqui não é o cargo de treinador do Náutico, mas o desempenho da equipe e suas reais perspectivas para o decorrer do segundo turno do estadual. E, agora, a estreia do time timbu na Copa do Brasil. Além da incógnita de que terá ou não um grupo forte, competitivo, à sua disposição, Roberto Fernandes será obrigado a dividir as atenções do grupo com a primeira competição nacional de 2009. E iniciar fora de casa pode ser um trunfo para o Alvirrubro.

De acordo com o regulamento daquela competição, o Náutico elimina a partida da volta, no Recife, caso ganhe por dois ou mais gols de diferença o Moto Clube, em São Luís. Então, mais do que nunca, repetir o feito diante da Cabense (em termos de placar, de resultado) seria interessante ao grupo. Acredito que isto resgataria a confiança da torcida alvirrubra, que anda bastante desconfiada. Talvez por ainda não conhecer a formação base da equipe, nesta temporada.

Ora, é claro que o time apresentou falhas e limitações nesta estreia vitoriosa do returno, mas o fato é que nem todos os atletas ainda estão à disposição para jogar. Isso atrapalha, e muito, aos planos da comissão técnica e dirigentes. Mas espera-se que na próxima semana, que coincide também com início de outro mês, o Náutico, enfim, comemore a chegada de 2009 em todos os sentidos.

Classificar-se à segunda fase da Copa do Brasil implica em premiação, ou seja, dinheiro na mão para os jogadores. Assim, firmar uma parceria neste sentido seria muito inteligente, além de primordial para ambos os lados (dirigentes e jogadores), claro.

Mas as dificuldades não acabam por aí, e a diretoria sabe muito bem do que falo. A cota de transmissão que o Náutico recebe do clube dos 13 para participar da Série A é irrisória e não atende às expectativas de dirigentes e torcedores. Para piorar o quadro, a verba do programa governamental ainda não foi repassada aos clubes, até então. Isso gera mais desconforto para quem tem compromissos a saldar. Enquanto isso, as dívidas começam a se acumular e, isso sim, pode provocar sérios e irreversíveis danos ao futuro do clube, na temporada.

Por outro lado, o departamento de marketing tem que mostrar a que existe e planejar campanhas que sejam atrativas ao associado. Tanto aos antigos quanto para conquistar novos adeptos. Sem criatividade não existe marketing. E sem propaganda competente não há lucro. É preciso haver mais engajamento e poder de articulação de quem está à frente deste setor no clube. Soluções tomadas em conjunto denotam a força maior que um clube de futebol pode demonstrar, que é a capacidade de todos em levar adiante, e com perspectiva de conquistas, o Clube Náutico Capibaribe.

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