Ainda é cedo

Por: José Gomes Neto

O campeonato pernambucano já está em pleno andamento. A temporada passada mal acabou, mas o Náutico já está de volta à ativa. Com as férias praticamente interrompidas, não há tempo para uma preparação adequada, profissional mesmo, e os novos jogadores não têm chance de treinar e sequer ensaiar um entrosamento. Há quem diga que o ritmo de jogo só vem com a prática esportiva em si, porém as partidas não são amistosas, ou seja, elas já estão valendo três pontos. A solução é treinar durante os jogos iniciais e tentar aprimorar a equipe para o final do primeiro turno.

Em termos de competitividade, os resultados não têm sido favoráveis ao Náutico. Deixar de vencer em casa pesa, e muito, para qualquer equipe, no que diz respeito a metas. Como conseqüência de um começo de temporada equivocado, alguns atletas já apresentam os sinais óbvios de quando se queima etapas nessa preparação: contusões e falta de um melhor condicionamento físico. Isso sem falar nos aspectos burocráticos como o recesso por parte de algumas instituições como federações estaduais e da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Como argumentou o técnico Roberto Fernandes, no último sábado (17), formar uma equipe, fomentar um conjunto, dentro da competição requer um ônus, e este já está sendo devidamente pago pelo Náutico. Que o diga a própria campanha irregular do Timbu, até aqui. Contudo, para não dizer que não sei ver o lado positivo das coisas, o Náutico é um dos quatro times que permanecem invictos, dos 12 que disputam a competição. Pois é, apesar deste quadro de dificuldades, nem tudo está passível de ser questionado.

Não quero aqui tentar justificar ou defender a diretoria de futebol alvirrubra, quando a questão é a competição local. Afinal, os dirigentes aprovaram o início do Estadual para o dia 10 deste mês, durante o Conselho Arbitral, realizado em dezembro de 2008. Mas o time do Náutico que esteve em campo, nestas três rodadas, não será o mesmo daqui a mais três jogos. Muitos atletas ainda nem estão regularizados, outra parte se condiciona fisicamente, enquanto outros estão desembarcando no Recife. Pode ter certeza: a cara do Náutico só será definida no decorrer do Pernambucano.

Mas é fundamental lembrar que o Estadual terá que ser jogado, no mínimo, em 22 jogos. Explico: são 11 partidas para cada time, em cada turno. No entanto, se houver necessidade de decidir em jogo extra, então serão realizados mais dois jogos, um em cada turno. E se houver vencedores distintos de cada turno, então haverá mais dois para se saber com quem ficará o principal troféu.

É cedo demais para apontar um determinado time como virtual campeão. Favoritismo não é a certeza de um título, mas uma tendência. Parece até que já esqueceram que no futebol nem sempre vence o melhor, ou, se quiser outra análise, que a zebra come mais grama do que o “virtual campeão” joga futebol. A regularidade é a principal meta de uma equipe competitiva. E a experiência mostra…

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