Alento em busca da regularidade

Por: José Gomes Neto

A goleada por 4 a 1 que o Náutico aplicou no Serrano já me deixou um pouco mais aliviado, em relação ao jogo anterior, na vitória por 3 a 2 diante do Porto, também nos Aflitos. Não que o time timbu já tenha encontrado o futebol competitivo e envolvente, regado a uma marcação de pegada firme, além de um posicionamento digno de um sistema defensivo alerta na disputa (já são cinco gols sofridos, em apenas três jogos).

Mesmo assim, já é possível esboçar uma confiança para a partida contra a Cabense, na noite desta quarta-feira, no Gileno de Carli. Não existem adversários fáceis no Estadual, até porque diante do Náutico todos eles costumam crescer. Isso se a gente não considerar a arbitragem, que deixarei para cuidar em um capítulo à parte.

A estréia do zagueiro Índio ainda não foi suficiente para resolver a questão da defesa. Breno estava mesmo precisando de alguém do ramo ao seu lado. Isso dá mais segurança. Mais dois ou três jogos e a defensiva estará apta a ser cobrada com maior propriedade. Também gostei da “estréia” do volante Walker naquele setor. Basta verificar como ele já forneceu uma melhor perspectiva para a equipe. Ao lado de Vágner Rosa, Walker tem se configurado como um operário padrão, após três rodadas. Antecipa-se bem e desarma com qualidade. Quanto aos laterais Sidny e Jaime, é preciso uma maior atenção tanto no apoio quanto na marcação. Principalmente para o lateral esquerdo.

Até os meias de ligação Thiago Laranjeira e João Victor evoluíram. Apesar de não gostar do futebol de João, reconheço a sua importância tática na vitória contra o Jumento: três dos quatro gols saíram dos seus pés. Mas o meio-campista precisa ser mais ágil, dividir mais bolas e, assim, ser muito mais útil para o time. Sobre Thiago, este também necessita de jogar mais para o time. Às vezes dá impressão de que ele está numa pelada de final de semana e que não tem o mínimo compromisso profissional para com o jogo.

No ataque… Bom, o velho gnomo artilheiro Kuki está de volta. Além de fazer os excelentes passes, e de ser um guerreiro incansável durante os 90 minutos, Kuki brilhou em grande estilo com “mais” dois gols no Eládio de Barros Carvalho. O fato histórico de igualar a marca de Ivson (70 gols em Pernambucanos) só ratifica a sua condição de lenda viva do futebol estadual (vibração e orgulho aos alvirrubros, motivo de inveja para os demais!). Ótimo que Fábio Silva desencantou e deixou a sua marca, mesmo que apenas uma vez.

Neste aspecto, o Náutico está muito bem, obrigado! Melhor ataque da competição, o Timbu já balançou por oito vezes as redes adversárias. A franca recuperação no primeiro turno, depois de ter largado em sexto lugar, com uma derrota por 2 a 1 para o Ypiranga, já começa a fazer parte do passado. Depois de 270 minutos, o Alvirrubro já é vice-líder, com seis pontos e saldo de três gols. É muito cedo para favoritismos. Aqui fica o protesto e um alerta aos capiciosos de plantão, que já elegeram o seu favorito ao título do ano! Pasmem! Não é nem do primeiro turno.

Enfim, quero ver em ação os jogadores que ainda não estrearam. Agora, mais do que nunca será preciso o técinco Hélio dos Anjos exigir muito do time do Náutico. A torcida tem um papel fundamental para apoiar a equipe rumo à conquista de mais três pontos. Avante, Náutico!!!!!!

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