Para quem acha que entende o futebol

Por: José Gomes Neto

O futebol sempre será futebol, ou seja, imprevisível. Não adianta querer impor alguma lógica do tipo: equipe com melhor nível técnico, melhor campanha, joga pelo empate, vai atuar diante da torcida… A imprevisibilidade faz com que o surrealismo seja parte do cotidiano dessa modalidade que apaixona milhões, ou melhor, bilhões de torcedores planeta afora.

Os exemplos que fizeram história neste final de semana pelo Brasil, por diversos campeonatos estaduais, ilustram como mais do que possível o que o Náutico pode e deve fazer lá dentro do Pacaembu: ganhar do Corinthians e passar às quartas-de-final da Copa do Brasil 2007. Uma simples vitória mantém o Timbu na briga pelo título da competição nacional.

Quem diria que o poderoso São Paulo, atual campeão brasileiro e vice-campeão da Taça Libertadores, seria goleado por 4 a 1 na segunda partida semifinal dentro do Morumbi pelo esforçado, e azarão, São Caetano? Isso com maior torcida e melhor índice técnico. Pois é… Mas o futebol é feito com bola na rede e prevalece quem jogar melhor dentro de campo, em determinados 90 minutos.

Não adianta contar com a simpatia da imprensa, o favoritismo dos números, ter tradição, estatística ou qualquer outro blá, blá, blá teórico retórico. Em alguns casos, nem com a ajuda da arbitragem, Clube dos 13 ou CBF é suficiente para um clube atingir o seu objetivo, simplesmente por se pensar que ele TEM QUE FICAR COM A AQUELA VAGA.

O equilíbrio entre Náutico e Corinthians é total. Não vejo vantagem para o time paulistano por jogar no Pacaembu, diante de sua surtada torcida. Os jogadores alvirrubros devem ser conscientizados pela comissão técnica de que vão encarar um adversário com quem vai jogar por mais duas ocasiões, durante o Brasileirão 2007. É só mais um time entre os outros 18 da Primeira Divisão.

Se o alvinegro de Parque São Jorge chegou a vencer por 2 a 0, nos 45 minutos iniciais, e o Náutico reagiu ao empatar na etapa final, com chances até mesmo de virar o jogo, então não há como negar esse fato. Qualquer enfoque diferenciado fica por conta e risco de quem o fizer. O meu palpite é de que o Náutico PODE e DEVE ganhar de um adversário que está, no mínimo, em condições de igualdade. Isso é o mundo do futebol: redondinho, redondinho…

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