Atitude deve ser a palavra de ordem no Náutico

Por: José Gomes Neto

O Náutico não entrou em campo contra o Internacional. Pelo menos durante os primeiros 45 minutos de jogo, quando o goleiro Clémer fez apenas – e somente – uma mísera defesa. A postura que o time alvirrubro teve diante de um quase desesperado Colorado não foi digna de quem pretendia somar os primeiros três pontos fora do Caldeirão dos Aflitos.

Até o Inter “achar” o gol de abertura, fruto de uma bobeira sem tamanho (ou do tamanho do zagueiro Cris?!), que conseguiu perder uma bola ganha para o atacante Iarley, o jogo estava equilibrado. Mesmo assim, a solitária defesa de Clémer, ainda não havia acontecido na partida.

O pior foi que, quando se achava que o Náutico iria reagir, aí o meia Alex fez uma jogada individual e, livre de marcação, arriscou um chute de fora da área e definiu o placar de 2 a 0. Essa ação descompensada do Inter, mas com a objetividade de tentar chutar em gol, deixou claro que é preciso chutar na barra adversária para se ganhar. É óbvio, mas os jogadores assim não o fizeram!

Como se não bastasse, o árbitro catarinense Paulo Henrique Bezerra (registre mais esse nome na lista de procurados por assalto ao Náutico, torcedor alvirrubro!) deu uma “mãozinha” ao time da casa por expulsar o zagueiro Alysson. A alegação foi de que o defensor meteu a mão na bola. Quem o instigou a essa ação foi a assistentezinha, que não me lembro o nome, e que ela não merece nem menção.

Mas a grande passada de mão do apitador catarinense no Náutico ficou caracterizada quando o meia Marcel fora derrubado pelo goleiro Clémer, aos 34 minutos da etapa final. Ele teve a empáfia de aplicar cartão amarelo ao atleta que sofreu a falta. Quero deixar claro que regulamento não é para ser interpretado, e sim cumprido!

Isso sem falar no primeiro pênalti a favor do Timbu, que ocorreu ainda no começo do segundo tempo, sobre o meia Marquinhos, que fora puxado pela camisa por defensores gaúchos na área adversária. Não quero começar a dar desculpas esfarrapadas para a derrota do Náutico.

Até porque a equipe foi aquém da linha da mediocridade e nada justifica o fato de que o senhor PC Gusmão insista com a permanência de Baiano na lateral direita, por exemplo. Baiano por baiano, Sidny é natural de Xique-Xique, cidade do interior da Bahia. Outro fator gritante é o atual momento do ataque alvirrubro. Quero saber quando irá acabar a greve de gols.

Pela ordem de cobrança: Felipe, Saci, Beto (esse nem se fala!) e Kuki estão devendo, e muito, ao time. Não me venha alguém ponderar sobre isso ou aquilo. O Brasileirão 2007 está em pleno curso e nada vai alterar os resultados que aconteceram, ao longo dessas quatro primeiras rodadas.

Ou o treinador repensa essa postura equivocada do Náutico, ou então vamos iniciar um amargo retorno à Série B, em 2008. Sei que ainda é cedo para especular qualquer palpite, mas a classificação é fria como os resultados. Mesmo não havendo motivos para desesperos ou atitudes impensadas por parte da diretoria de futebol, que agora conta com o “sigilo” de apenas quatro indivíduos (falo disso com mais precisão em outra ocasião), o momento pede iniciativa.

De imediato, o que deve ser feito é se buscar a reabilitação em cima do Paraná Clube, sábado, no Caldeirão Alvirrubro. Vice-líder da competição, com nove pontos conquistados e três vitórias, o adversário será um calo duro no caminho do Timbu. Até porque o time paranaense vem de derrota para o São Paulo (e para o árbitro), no Durival de Brito.

Por isso, olho aberto! Pois essa 15ª colocação é o sinal de alerta para o Náutico. Após quatro partidas, o Timbu ocupa a sua pior posição na Série A. Dessa vez, a ordem foi invertida e o Náutico decresceu na perspectiva: largou na 13ª posição, subiu para a 12ª, e depois para a 11ª. Ou muda ou vai parar na famigerada zona de rebaixamento.

Moral da história: Só a vitória interessa ao Náutico diante do Paraná! Essa responsabilidade é de todos e a torcida alvirrubra precisa estar ao lado do time, em busca de mais três importantes pontos e, é claro, de mais uma vitória no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão.

Avante, Náutico!!!!!!

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