Atitude e sorte

Por: José Gomes Neto

Uma hora a má fase iria ter que acabar. Eu sabia. A maneira como o Náutico conseguiu o empate diante do Internacional era o estímulo que faltava ao grupo de jogadores para dar início à reviravolta no Brasileirão 2008. Esse ponto conquistado em Porto Alegre no último minuto pode garantir a permanência do Timbu na elite do futebol brasileiro, em 2009. O fato de só depender das próprias forças recoloca o time na obrigação de ganhar três jogos para alcançar este objetivo. Não importa se será dentro ou fora do Recife. Todas as seis partidas valem os mesmos três pontos, por vitória.

Aliás, não poderia ser melhor o momento em que a equipe comandada por Roberto Fernandes terá em reencontrar-se com a vitória. Bom, pelo menos em relação ao adversário, que se chama Vitória, o Náutico terá o prazer de receber na sua casa, já na noite deste sábado (1º). Porém, não há mais tempo para provocar adiamentos. É vencer e seguir firme, otimista e, acima de tudo, realista em relação à continuidade do clube na Série A no próximo ano.

Não vejo porque começar a surgir análises escrotas de que “o grupo alvirrubro é limitado” ou coisa que o valha. Já se passaram 32 rodadas e agora não é hora para caprichos tendenciosos, de avaliações nocivas, que só relevam os aspectos negativos e falhos. O momento é de acirramento tanto por cima quanto por baixo da tabela de classificação. Futebol é bola na rede, questão de justiça era para ser na esfera do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas ainda assim não há!

Os jogadores alvirrubros devem ter em mente que os únicos que podem interferir no placar (além da arbitragem, claro!) são eles! Se o goleiro Eduardo – criticado duramente pela minha pessoa há vários jogos nesta temporada -, não tivesse tido a iniciativa de acreditar, talvez o gol de empate não sairia. Talvez…

Mas o fato é que ele e o zagueiro Vagner, autor de um golaço importante, tiveram a garra que tanto a torcida timbu cobrou, e cobrará daqui para frente. A obrigação de lutar até o segundo final é a maior obstinação de um time que está comprometido com a camisa que defende. As críticas descabidas já passaram ao patamar de ridicularização do Náutico por grande parte da imprensa local. Ora, se não querem torcer, tudo bem. Mas daí a secar o Náutico, aí já passa dos limites toleráveis e admissíveis.

O menosprezo e a falta de critério nas análises já não importam mais ao torcedor alvirrubro. Por sinal, o único e autêntico aliado com quem o Náutico deve e pode contar para o confronto diante do time baiano. Não esperemos uma postura diferente por parte dos cronistas recifenses, que tratam o Clube Náutico Capibaribe como um time de fora do Estado. Esta é minha opinião, que só vem se consolidando, a cada partida, a cada rodada do Brasileirão.

Mas é melhor deixar o que não presta de lado. A força do pensamento positivo, aliado á atitude e ação, fazem a diferença a favor do Náutico. A equipe tem qualidade suficiente para não cair e vai conseguir este objetivo. Chegou a hora de o torcedor também tomar uma atitude e comparecer em massa ao decisivo confronto diante do bom time soteropolitano. Se será fácil vencer o Vitória, prefiro reconduzir a pergunta: me diga quem será o campeão brasileiro de 2008?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


− 1 = 3

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>