Chega de mais do mesmo

Por: José Gomes Neto

O Náutico poderia estar diferente, mas não está. Às vésperas de estrear na terceira competição da temporada, o campeonato brasileiro da Série A, ainda não existe uma equipe definida. Com raras exceções de atletas que vêm atuando regularmente desde janeiro, não há um time consistente, acabado. Ao menos eu desafio aqui qualquer alvirrubro de tentar decifrar este enigma sem titubear, ou seja, escalar uma provável equipe titular! E todos hão de convir que competir sem equipe, em qualquer campeonato, fica muito difícil.

Bom, coincidentemente, ou não, a recente comissão técnica tem apenas quatro partidas no currículo, e o técnico Waldemar Lemos fará dois importantes embates diante do todo poderoso Internacional, pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2009. Parece até ironia do destino do futebol. Pela primeira vez nesta competição os times vão se enfrentar. Mas, se compararmos os momentos de cada um, a disparidade pró Inter é total.

Os duelos diante dos gaúchos será um divisor de águas nos Aflitos. Servirá como esteio para amenizar a acéfala situação do Náutico, ou então para mostrar, definitivamente, que o trabalho que vem realizando o departamento de futebol do clube está seriamente comprometido. Não há como ser diferente. Ou o Náutico se classifica e faz valer a exceção da regra, ou toma históricas pancadas e cai na dura realidade que vem fazendo parte do já amargo cotidiano timbu.

Eis o aperitivo que resta ao torcedor do Náutico antes da estreia da equipe (?) no Brasileirão. Mas o fato é que isso é inadmissível para um clube que fará a sua terceira participação seguida na elite do futebol nacional. Questão tão estapafúrdia, que não deixa perspectiva alguma para este começo de Brasileirão. Parece incrível, mas até para imaginar algo positivo é preciso haver esboço de realidade.

Mesmo assim, e mais uma vez, será preciso contar com a sempre exigida torcida do Náutico. O apoio que vem das arquibancadas às vezes é suficiente, porém, o fato de sempre ter que contar apenas e simplesmente com ele já não resolve. Problemas de origens diversas e profundas não se equacionam sem o devido planejamento e profissionalismo que o futebol atual, e especificamente o brasileiro, requer.

Seria muito fácil ignorar todos estes problemas crônicos que o Náutico atravessa, desde que retornou à Série A, e seguir adiante com confiança e pensando alto. É incrível, mas a cada temporada, a equipe timbu aparece menos competitiva. Isso precisa parar e o Náutico, por meio dos seus dirigentes, deve retomar o caminho do crescimento sustentável, com competência, profissionalismo, poder de agregação e espírito vencedor.

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