Começar de novo

Por: José Gomes Neto

Encerrado o primeiro turno do campeonato pernambucano 2009, um misto de frustração e não-perspectiva de futuro melhor para o Náutico toma forma de realidade. Das 11 partidas oficiais realizadas até aqui, o Timbu ganhou seis, empatou quatro e perdeu uma. A derrota veio justamente para o maior rival, de quem acabou separado por nove pontos de diferença na tabela, numa decepcionante terceira colocação. Entre desculpas e um início equivocado na temporada, sobraram falhas e erros que são cometidos ano após ano no Clube Náutico Capibaribe.

Contudo, já não há mais tempo a perder, e agora é pensar no segundo turno. Por sinal, o recomeço será tão ou mais complicado do que foi o pontapé inicial, nesta competição. O técnico Roberto Fernandes alega que não pôde repetir a mesma formação sequer em duas partidas seguidas. Isso dificulta a vida de um time de futebol. A falta de tempo hábil para treinar, reabilitar jogador (em termos físicos) e aprimorar entrosamento foram os fatos notórios e relevantes ocorridos ao longo de pouco mais de 30 dias entre jogos, curtos intervalos e treinamentos.

Como se não bastassem as dificuldades “naturais” encontradas pelo caminho, o Náutico ainda teve obstáculos extras, como as más arbitragens do Pernambucano, que por sinal é a única coisa que não muda nesta competição. Ao contrário dos atletas, estes caras com apito na boca e bandeirinhas nas mãos, não entram em pauta no Tribunal de Justiça Desportiva local, e, portanto, estão livres para cometer erros e seguir impunes as suas absurdas falhas consecutivas.

Ora, não quero corroborar com as desculpas de sempre da diretoria e nem do treinador, mas está na hora de uma mudança de atitude na Conselheiro Rosa e Silva. O Náutico fez até boas contratações, mas ainda não conta com todos os jogadores disponíveis. Eu afirmo isso em termos clínico e físico. É inconcebível que às vésperas de iniciar o mês de março, os departamentos médico e físico do clube tenham mais atletas “disponíveis” do que no técnico! Paciência… (se é que é possível haver espaço para tal proeza).

Intercalado ao Estadual, o Náutico terá uma estreia na Copa do Brasil, dia 4 de março, contra o Moto Clube, em Teresina. A obrigação de passar de fase, já no primeiro jogo, se torna imprescindível aos planos do Alvirrubro. Por uma questão de lógica: quanto menos jogos disputar, mais possibilidades de não perder atletas por contusões ou cartões haverá. Mas isso não acontece de forma hermética nem aleatória no futebol. Sem a confiança necessária dos jogadores e comissão técnica para conquistar a classificação em 90 minutos, o jogo deve se tornar complicado. Até porque não tomar gol está se tornando uma missão difícil nos Aflitos. Quase impossível.

Cabe ao treinador juntar os cacos e refazer a equipe, em termos de manter a cabeça no lugar. Capacidade técnica todos têm e acredito que esteja faltando apenas empenho profissional, ou seja, comprometimento da parte de alguns. Porém, como reza o dito popular entre os boleiros: “Quando o time ganha, ganham todos…”. Então o mesmo vale para o lado antagônico desta questão.

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