Derrotas e Derrotas

Por: José Gomes Neto

A derrota faz parte do jogo. Quando é fora de casa então, é quase normal. Quase. Não fosse pelo rendimento apresentado pelo Náutico no primeiro tempo, sábado (20), no Mineirão, quando a equipe dominou o Atlético Mineiro, exerceu e impôs uma forte e competente marcação sobre adversário, mas não soube converter em gol as oportunidades criadas, o resultado poderia ter sido considerado como previsível. Mas não o desenrolar dos fatos não foi assim e a série invicta de quatro jogos já não existe mais.

Não adianta jogar concentrado em apenas 45 minutos. Deixar de emplacar duas vitórias seguidas longe do Eládio de Barros Carvalho pode custar caro ao Náutico, neste Brasileirão 2008. E quando o adversário está na briga direta pelo mesmo objetivo, aí é que o caldo entorna. Mais um revés fora cometido quando a expectativa de todos os alvirrubros era de êxito.

Vencer o Galo no Mineirão significaria ao Timbu ostentar a 12º colocação, de maneira isolada, com 32 pontos e nove vitórias. Porém, isso não foi possível e agora é se contentar em permanecer na 13ª posição, com os mesmos 29 pontos e oito vitórias. Pelo menos por enquanto. Há quem diga que no futebol existem, no mínimo, dois lados de uma vertente. Só para começar…

Se o Alvirrubro não está menos sufocado, em 12º lugar, pelo menos não está novamente com a corda no pescoço. É que os outros resultados da 26ª rodada, mais uma vez, foram favoráveis ao Náutico. As derrotas de Santos, Figueirense e Vasco, bem como o empate do Atlético Paranaense diante do líder Grêmio, na Arena da Baixada, manteve o Timba estável.

Porém, que esse vacilo sirva de alerta para que o desespero não torne a rondar as bandas da Rosa e Silva. Faltam 12 jogos para o final do Brasileirão e, daqui por diante, as dificuldades tendem a aumentar. Tornar as coisas simples e fáceis é o dever de quem precisa ratificar a condição de aspirar a uma competição oficial, ou ter que ser rebaixado de divisão. Eis o destino que está por vir, em apenas 12 jogos.

Talvez por conta disso, a 27ª rodada venha com um desafio dos mais empolgantes para o Náutico: derrotar o vice-líder Palmeiras e ratificar a condição de reabilitação que a equipe vinha exercendo, há quatro dos últimos cinco jogos. As condições técnicas agora são diferentes e a superação terá que fazer parte do contexto dos jogadores para evitar que o pior aconteça aos donos da casa. As duas equipes têm objetivos distintos e vão buscar os três pontos a todo custo. Caberá ao torcedor timbu o papel de desequilibrar a favor do Náutico. Domingo (28) é dia de vitória do Náutico e o dever do torcedor é prestigiar o time.

Por outro lado, caberá ao técnico Roberto Fernandes corrigir os repetidos erros cometidos pelo time, ao longo do campeonato, e procurar melhorar nas finalizações. Sem gol fica difícil ganhar jogo de futebol. Não é mesmo Parreira?!

Enquanto isso, nos demais jogos, o Atlético Mineiro recebe o Figueirense, no Mineirão, no sábado (27). Derrota do Figueirense ou empate seria o ideal para o Náutico. Outros quatro jogos interessam diretamente ao Timbu. Na Vila Belmiro, o Santos encara a Portuguesa no clássico dos desesperados. O empate seria muito bom. No Engenhão, no Rio de Janeiro, outro confronto clássico. Neste caso, Botafogo e Fluminense jogam por razões distintas. Para o Náutico, o melhor será a vitória dos mandantes. Já no Couto Pereira, o Coritiba enfrenta o Atlético Paranaense e a vitória do Coxa Branca seria perfeita. Por fim, o Ipatinga joga contra o Vasco, no interior de Minas e o empate será muito bem-vindo, pois manteria ambos sem perspectivas.

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