Desesperar, jamais

Por: José Gomes Neto

A experiência mostra que não é hora para desesperos ou desistência na crença pela permanência do Náutico na divisão de elite do futebol nacional. Se a situação não é das melhores, convenhamos, o Timbu já esteve em contextos muito mais complexos, ao longo desta competição, e conseguiu se superar. Aos trancos e barrancos. O momento pede apoio incondicional de alvirrubros que estejam com o pensamento único de querer a continuidade do clube na primeira divisão, em 2009. Este deve ser o foco, este deve ser o objetivo exclusivo.

Não adianta agora querer apontar culpados ou justificar palpites sem critério nem contexto futebolístico, profissional, oportunista. Se o técnico errou na alteração que realizou no segundo tempo contra a Portuguesa, pior ainda fizeram os atletas, que desperdiçaram uma penca de gols, suficientes para definir o placar, ainda na etapa inicial. Ou você já esqueceu de ver por este ângulo? Treinador escala time, mas não faz gol!

E a torcida alvirrubra, hein? A boa média de público nos jogos realizados nos Aflitos (houve duas partidas no Arruda, por perversidade do STJD), onde quase 15 mil torcedores comparecem por partida, não podem se tornar uma arma contra o próprio Náutico. Isso só alimentaria o bem-estar do time visitante e faria com que qualquer equipe atuasse à vontade no Caldeirão Alvirrubro. Cuidado torcedor, pois existem muitas opiniões capiciosas nos meios de comunicação local (travestidos de pernambucanidade) que desejam ver o circo pegar fogo lá na avenida Conselheiro Rosa e Silva!

Não se deixe levar por 90 minutos, contra o time paulistano, pois ainda restam SETE jogos para a conclusão do Brasileirão 2008. São “apenas” 21 pontos a ser disputados e vários confrontos diretos vão ocorrer, tanto na parte de cima quanto na de baixo da tabela. Nada está definido e o Náutico não está na zona de rebaixamento. Aliás, estão tratando do assunto como se o Timbu fosse o lanterna da competição! Calma, aí… Mesmo com toda essa onda de negatividade, é preciso enxergar com clareza os fatos e o Náutico só depende do próprio futebol para não cair para a Série B.

Diante desta realidade difícil, porém não impossível, chegou o momento de os jogadores mostrarem que têm compromisso profissional e que pretendem honrar o contrato que assinaram com o clube. Não acredito em amor à camisa, por parte de profissionais da bola. Hoje isso é raro e fica para o torcedor. Justamente aquele de quem o time mais precisa do apoio. Imprensa não torce, não apóia, não joga junto, mas sabe muito bem como e quando atrapalhar! É preciso que o torcedor entenda que as cobranças devem ser feitas aos dirigentes que foram eleitos para comandar os destinos do clube! Não esqueça do mau exemplo que é o Santa Cruz!

Se ninguém intervier politicamente enquanto houver tempo, aí a situação poderá se definir pelo pior. Nenhuma equipe é suficientemente superior ao Náutico, ao ponto de impedi-lo de ganhar uma partida fora do Recife. O que faltou diante da Portuguesa foi o óbvio: gol. Vencer um jogo sem balançar as redes adversárias torna esse objetivo praticamente impossível. Fora isso, nada é impossível.

Assim, cada torcedor que acredita tem a obrigação de incentivar e energizar positivamente o grupo de jogadores e a comissão técnica alvirrubros. Esqueça a vaidade ou a incompatibilidade de opiniões. Isso faz parte do jogo democrático. O Náutico é que deve estar acima de tudo, como afirma contundentemente o seu slogan.

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