Desesperar, jamais! Avante, Náutico

Por: José Gomes Neto

O empate por 2 a 2 contra o Figueirense não pode ser encarado como o fim da linha para o Náutico na Copa do Brasil 2007. A chama da classificação para as semifinais continua acesa e o Timbu depende única e exclusivamente das próprias forças para seguir em frente na competição nacional.

Não estou aqui a afirmar nada que o torcedor alvirrubro já não tenha visto nessa competição. Afinal de contas, como foi a forma que o Náutico passou para as quartas-de-final da Copa do Brasil? Ganhando do Corinthians por 2 a 0 no Pacaembu, com um futebol competitivo e aguerrido. Bom, o grupo de jogadores e a própria comissão técnica já sabem muito bem como proceder.

Não há espaço para desespero nem pessimismo exagerado, como alguns segmentos da imprensa esportiva estão querendo incutir no grupo alvirrubro. Acredito que seja necessário ao Clube Náutico Capibaribe blindar-se contra esses abutres de plantão. Se não quiser torcer, muito bem, ao menos mostrem a cara. Depois, em caso de novo sucesso do Náutico, não venham tirar proveito dos louros da glória.

Pois bem, o futebol apresentado pelo Náutico diante de um aplicado Figueirense não chegou nem perto daqueles 90 minutos brilhantes e históricos dentro de São Paulo. De maneira geral, a maioria, senão todos os atletas que estiveram em campo, não tiveram o mesmo comportamento demonstrado no Pacaembu.

Parece que o efeito Caldeirão virou contra o próprio Náutico. Até o técnico PC Gusmão andou dizendo que a torcida se calou após o primeiro gol dos catarinenses. Na minha opinião, não é bem assim. O time teve chances de ampliar a vantagem, quando a partida estava 2 a 0, e não poderia abdicar que fazer mais gols.

O grande problema foi levar esses dois gols e ceder um resultado positivo. Principalmente se analisarmos a maneira como foram sofridos. Haja falhas coletivas e inaceitáveis, até. Como se concebe que a bola venha de um escanteio a favor, ninguém detém o atleta adversário e a bola chega com certa facilitada à área do Náutico até a finalização? Sem dúvida, não adiantaria a torcida gritar ou espernear, viu PC Gusmão!
Porém, o mais incrível de tudo é o fator Marcel. Como esse meio-campista fez falta naquela partida, hein?! Pelo menos teremos esse reforço de peso para a decisão lá em Florianópolis. Quanto a Cristian… Feliz Natal e próspero 2008! Não tenho mais nada a declarar!

Estrela da equipe, o atacante Felipe não reeditou suas boas atuações, mas está no crédito. Afinal de contas, seria estúpido ignorar que os dois gols do Náutico passaram por sua cabeça (o primeiro, de Beto) e pelos seus pés (o segundo, de Deleu). Ao menos uns dois gols feitos ele deixou de marcar. Vamos esperar que ele esteja inspirado na próxima quarta-feira (9) e faça aquilo que mais sabe: gols.

No mais, ficou a impressão de que o time tem sim várias limitações. Mas é preciso haver discernimento para o torcedor timbu. A Copa do Brasil tem a sua peculiaridade e não pode ser comparada ao Campeonato Brasileiro da Série A. Muito cuidado com as comparações entre competição de mata-mata e de regularidade!

Avante, Náutico!

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