É o seguinte: três pontos

Por: José Gomes Neto

O Náutico manteve a regularidade em jogos fora do Recife e ganhou mais um importante confronto no Brasileirão 2007. A vitória diante do Santos por 2 a 1 na Vila Famosa ratificou a condição de equipe competitiva, e ainda consolidou a invencibilidade do time alvirrubro desde a chegada do técnico Roberto Fernandes aos Aflitos. Até aqui foram quatro jogos, sendo dois empates (Atlético Paranaense e Juventude) e duas vitórias (Corinthians e Santos).

O que o Timba precisa agora é reencontrar o seu melhor momento dentro do Caldeirão Alvirrubro. E essa regularidade depende única e exclusivamente do comportamento dos jogadores. A atitude de não se precipitar num passe, num arremate a gol, numa triangulação de ataque – tipo aquela que originou o segundo gol diante do Peixe, quando Acosta armou a jogada e foi para a área cabecear com precisão o cruzamento do estreante Radamés – será crucial para um bom desempenho do time.

Não existe nada melhor do que atuar embalado pelo apoio da empolgante e empolgada torcida alvirrubra, que por sinal nunca deixou de comparecer às partidas no seu estádio, independente de o Náutico estar há nove rodadas na zona de rebaixamento. O Caldeirão Alvirrubro é a casa do Náutico e os adversários devem se intimidar, sim, em jogar lá.

Vale destacar que não existe lógica no futebol. Depois, time que joga melhor vence mesmo. Não tem apelação que justifique, ou tente ludibriar aquilo que todos estão vendo! Ou será que o Santos deve jogar fora da Vila depois do sábado?

Uma onda de negativismo prega que o Náutico deveria abandonar os Aflitos e mandar os seus jogos em outras praças esportivas. É fato lembrar aos supersticiosos e/ou desinformados de que os times que o Clube da Rosa e Silva enfrentou no Eládio de Barros Carvalho estão numa condição privilegiada na tabela, como é o caso do Vasco, Goiás, Paraná, Grêmio e Cruzeiro.

Até mesmo o São Paulo, único que fora vencido até aqui no Caldeirão, divide a liderança com o Botafogo. Não é hora de tentar tirar o foco da reabilitação do Náutico e capiciosamente tentar plantar, goela abaixo, mais estigmas que “só acontecem com o Náutico”. Ninguém nessa competição será imbatível nos seus domínios! Tem muita bola pra rolar e muita convicção para virar pó, com o desenrolar dos fatos…

Conforme já havia sido dito por leigos e especialistas, não existe jogo fácil na Série A. Muito menos quando se trata da 16ª rodada. E é exatamente isso o que espero do confronto diante do Fluminense. O time carioca oscila de uma partida para outra e será importante para o Náutico emplacar a segunda vitória seguida e, enfim, deixar a zona de rebaixamento e, é claro, voltar a ganhar dentro dos Aflitos.

Claro que apenas vencer não tira o Náutico do convívio entre os quatro piores. Mas será o passo mais firme. Tropeços de Corinthians e Juventude, respectivamente 16º e 17º colocados, dariam as condições necessárias para que isso venha a ocorrer nesta quarta-feira (1º).

Porém, o que mais interessa nesse instante é que o Náutico faça a sua parte. Ainda faltam 23 rodadas e, como se observa agora com mais clareza, a competição nem chegou à sua metade. O sobe e desce é constante e, a cada jogo, alternâncias não param de ocorrer na tabela.

Como diria o velho Raul Seixas (poeta, cantor, compositor, porra-louca e o que mais a sua imaginação quiser): “Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou…”. Pois é, tem time que visitou a zona sul-americana e já se considerava candidato ao título. Após a realização desta rodada, está prestes a retornar ao lugar de onde veio: a zona de rebaixamento.

Em termos de ratificação ainda é muito cedo para se concluir algo sobre alguma equipe. Até mesmo o próprio Botafogo, que lidera o Brasileirão na maioria dessas 16 rodadas. Contudo, já não é tão cedo para se pensar em ficar marcando passo e não somar pontos. Seja dentro ou fora de casa.

Essa ambigüidade será a tônica que irá prevalecer na competição durante várias partidas. Até quando, só o próprio desenrolar do campeonato brasileiro é quem vai responder. Quem jogar, verá!

Avante, Náutico!

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