É verdade que o atacante Ricardo Xavier não fez cobranças. Mas também é verdade que o centroavante do Náutico, uma das principais referências dos alvirrubros no Campeonato Pernambucano 2011, não está feliz com a sua nova realidade, no banco de reservas. Para explicar a insatisfação, Ricardo tem o argumento lugar-comum: “nenhum jogador gosta de ficar no banco de reservas”. E ainda está calcado em números. No Estadual, era considerado o matador timbu. O responsável por romper as zagas adversárias. E conseguiu com sucesso. Não à toa, foi o artilheiro do Náutico na competição com nove gols.
O último ato de relativa importância de Ricardo Xavier ocorreu no fim do jogo contra o Sport, válido pelas semifinais do Pernambucano, no dia 24 de abril. Ele recebeu a bola na entrada da área, virou e chutou com direção à meta. Caprichosamente, a pelota tocou na trave de Magrão, para desespero dos alvirrubros. No decorrer da semana para o confronto final com o Leão, sentiu uma contusão na panturrilha esquerda. O resultado da lesão foram dois meses de molho.
Entre as sêmis do Estadual e o início da Série B, muitas mudanças ocorreram no Náutico. Atletas saíram e um novo técnico chegou, no caso, Waldemar Lemos, que substituiu Roberto Fernandes. A própria permanência de Ricardo Xavier era uma incógnita. Dedicado à sua recuperação e, depois, aos treinos para se recondicionar, no mínimo ficou no limbo alvirrubro.
Sem mostrar serviço para o treinador, viu outros atacantes conquistarem espaço. Kieza e Rogério, antes suplentes dele e de Bruno Meneghel, hoje dominam o cenário do ataque alvirrubro. E, a cada partida, reforçam a condição de titular. São velozes, trocam facilmente dede posicionamento nos jogos, armam situações de perigo e fazem gols. Exemplos do que Waldemar Lemos quer para sua comissão de frente.
… ENTÃO, JOGUE BOLA PARA VOLTAR A SER TITULAR, CAREQUINHA!!!!!! ATACANTE TEM QUE FAZER GOL, PELO MENOS UM POR JOGO – APRENDA COM KIEZA, TÁ?