Pelas contas do atacante Alexandro, ele tem até o fim de novembro para fazer a coreografia do “créééu”, em caso de gol pelo Náutico, na Série B. Está tranquilo. Sem pressão. Mas sabe que, sendo o escolhido para jogar hoje, diante do Barueri, no lugar de Kieza, não seria nada mal começar com pé direito o seu primeiro jogo como titular no Timbu. No futebol, e ainda mais sendo atacante, começar bem, necessariamente, passa por marcar gol. Seria o primeiro dele jogando por um time do Estado – Alexandro também já jogou pelo Santa Cruz, mas passou em branco.
Se ainda não marcou por pernambucanos, Alexandro teve seus 15 minutos de fama quando jogava no Rio de Janeiro. Torcedor assumido do Botafogo e jogando pelo Resende, em 2008, foi notícia no Brasil ao fazer um gol de pênalti no Flamengo – essa época, a rivalidade entre os dois clubes estava bem acirrada – e comemorou dançando o créu. Seus companheiros de time se surpreenderam com a coragem do jogador.
“É isso aí. Já disse para os caras que se eu fizer o gol, vão ter que dançar junto comigo”, afirmou o jogador. Por aqui, Alexandro ficou conhecido como Rebolation. Isso foi quando se apresentou no Santa Cruz, ano passado. Parecido com o cantor do Parangolé, Leo Santana, não se preocupa com as comparações. “O que importa é dentro do campo. E todo mundo vai ter de aguentar”, brincou.
Alexandro conta com a confiança do técnico Waldemar Lemos. Foi elogiado no Clássico dos Clássicos, contra o Sport. Ante o Barueri, não só terá a missão de fazer gols como a de voltar para marcar. Ele não se preocupa. Está feliz. Nem mesmo o fato de substituir um dos principais jogadores do time tira o seu sono. “Kieza é um grande jogador e é difícil substituí-lo. Mas estou preparando, treinando muito. Por isso, sei que posso ajudar a minha equipe. Se fizer gols, melhor ainda”, finaliza.