GOLEIROS

A cada defesa milagrosa, Gideão, de 23 anos, coloca um ponto de interrogação na cabeça do técnico Waldemar Lemos. Substituto de Gledson, que se machucou no dia 2 de julho, na vitória por 2×0, contra o Guarani, nos Aflitos, o goleiro era um poço de dúvidas. Do jogo contra o Icasa – há 18 dias – para cá, enterrou as incertezas. Como quem não queria nada, entrou de vez na disputa pela titularidade da equipe. Gledson volta a treinar com bola na próxima semana e deve estar apto para o jogo contra o ASA, no dia 5 de agosto, nos Aflitos. Se vai estar em campo? Este é um mistério que só deve ser solucionado nas vésperas do confronto contra os alagoanos.

Gideão carrega o nome de um guerreiro bíblico, que lhe foi dado pelos pais evangélicos. Em vez de um lutador voraz em busca de uma vaga no time, adota a cautela e o respeito. Nas últimas temporadas, disputou o Estadual por times do interior. Já foi do Centro Limoeirense e do Vera Cruz. Havia um ano, que não sabia o que era um jogo oficial, quando Gledson sofreu uma subluxação no cotovelo esquerdo. Entrou e pensou: “Não posso tomar gol”. Não levou. Até aqui, após quatro apresentações, foi vazado três vezes.

Se pensa em ser titular e travar um duelo, desconversa: “Gledson tem uma história no Náutico. E eu ainda tenho um longo caminho a percorrer”, diz. “Quem ganha com isso tudo é o clube”, prega.

Entre goleiros, a competição geralmente é mais leve. São unidos pelas desventuras da posição. Gledson vê com felicidade a evolução do colega. Quando saiu machucado, no lance fortuito ante o Guarani, sentiu que o gol alvirrubro estava em boas mãos. A torcida, nem tanto. Na próxima segunda-feira, deve voltar a realizar os trabalhos de bola com queda. É quase certo que vai estar 100% para a partida contra o ASA. Só não quer voltar de qualquer maneira, atropelando etapas.

“Quem não está no dia a dia desconhece o trabalho e a qualidade dos outros profissionais. Não é surpresa para mim pelo que via nos treinos”, elogia. “Não sei se volto como titular. Não me preocupo. Gosto de jogar, claro. Mas quero mesmo é ajudar o Náutico a subir para a Série A”, diz.

Paraíba, o treinador de goleiros do Náutico, revela que Gideão passou por trabalhos específicos para chegar à condição técnica e física atual. E correspondeu a todos eles. Por isso, a sua evolução. E a confiança depositada nele. “Temos Gledson, Gideão e Rodrigo Carvalho. Estou seguro e a torcida pode ter certeza de que qualquer um que entrar no gol vai se apresentar bem. Qualidade e trabalho é uma mistura que sempre dá certo”, conta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


1 − 1 =

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>