Lázaro, Levanta-te

Por: Bosco Medeiros

Talvez a missa da quinta-feira, na capela da sede, tenha entrado no lugar do treinamento técnico e tático do time. O que o Náutico fez no jogo foi, exatamente, o que Jesus Cristo falou a Lázaro, ainda quando morto: Levanta-te! E foi assim que o Náutico ressuscitou o Vila Nova, até então ultimo colocado.

Do jeito que as coisas vão, bastará eu ‘copiar e colar’ as matérias, para comentar os jogos do Náutico. É incrível como lemos, durante a semana toda, que o time treina bola parada e, na hora do jogo, não assusta em uma sequer, com exceção de uma cobrança de falta de Edu Silva, defendida por Gléguer, que, aliás, estava em noite inspirada. Devíamos perguntar de qual santo o arqueiro do Vila Nova é devoto e informar a Luciano para que, na próxima missa na capela do Clube, reze para o mesmo.

Voltamos a perder com falhas individuais, porém, neste jogo, foram menos. O primeiro gol foi uma brincadeira, eu não sei se, com a reforma do gramado, colocaram cola, ao invés de grama, porque a atitude de Eduardo nesse gol foi ‘interessante’, ele parecia que estava grudado no gramado, o atacante olhou, mirou, pensou duas vezes, enquanto Eduardo, que estava parado em sua frente, ficava esperando, talvez, ele escolher com que perna ficaria mais bonito o gol.

Eu não posso falar que Tozo é o melhor jogador do Náutico, porque, infelizmente, hoje não é 1º de abril. Assim como no jogo contra o Guarani, achei Sandro muito melhor que Tozo, e foi, numa jogada em cima dele, que saiu o 2º gol do Vila Nova. Volante marcando na entrada da área, sem ter uma cobertura, isso é errado e foi desse erro que o adversário se aproveitou, num drible em cima de Tozo, o adversário invadiu quase que a pequena área e tocou para um atacante, na entrada da mesma, SOZINHO, marcar o segundo gol. Nessa hora, eu fico curioso para saber onde estavam Leandro e Eduardo, já que não deram cobertura a Tozo e nem estavam marcando ninguém dentro da área.

Anselmo? Assim como todo alvirrubro, eu também fiquei empolgado com aquele bonito gol contra o Paysandu, depois disso, jogamos contra o Guarani e nada de Anselmo, jogamos contra o Vila Nova e cadê ele? Kuki não tem mais idade de correr sozinho e é também por isso que se joga com dois atacantes, para tabelarem, oferecerem perigo ao adversário, e é claro, fazer gols!

Após um primeiro tempo de dar nos nervos, o Náutico volta para o jogo com duas alterações, sai Sandro e entra Elicarlos e Felipe no lugar de Danilo. Um time que precisa ganhar pode ter 11 atacantes, mas, se não tiver como fazer a bola chegar neles, fica impossível! Achei que Cavalo mexeu mal. Já que era para tirar Sandro, que colocasse Diego em seu lugar e Felipe no lugar de Danilo como ele fez, mas não tirar um meio armador e deixar a criação do time nos pés de Leandro, como muitas vezes isso acontece, já que Netinho é mais finalizador.

Felipe entra em campo com muita raça e determinação, determinação essa que faltou no primeiro tempo para o time, com dribles curtos e bolas alçadas na área, o Náutico começava a dar sintomas de melhora, o problema era a defesa desprotegida. Numa jogada individual de Felipe, que nessa partida fez jus a sua contratação, dribla dois marcadores e chuta de bico, ao estilo Romário, é Gol! 33º minutos do segundo tempo, Náutico diminui o marcador. Antes de isso acontecer, já se via torcedores indo embora do estádio.

O gol de Felipe deu ânimo ao time que, após isso, partiu com tudo para frente em busca do empate, que veio a acontecer, novamente dos pés dele, Felipe aos 39° minutos empata, ‘chutaço’ de fora da área, vai ao delírio a torcida. Nesse momento, eu lembrei do jogo contra o Brasiliense.

Acho que o Náutico tem uma das defesas mais altas do campeonato, levar gol de cabeça, num jogo como esse, era a última coisa que eu imaginava, de contra-ataque era aceitável, além de que o time precisava se expor mais para buscar o gol da virada.

É nação alvirrubra, mas ao ‘delírio’ mesmo a torcida foi aos 43º minutos, escanteio na entrada da área, o adversário sobe mais alto, Luciano fica contando estrelas no céu, se lembra que está jogando e, quando olha para baixo, já vê a bola no fundo do gol! É aquele velho ditado: “levar um gol desses é pior que uma dor de dente 03 horas da madrugada sem remédio em casa”. Se fosse fora de casa a partida, estaria feliz pela raça de um time que perde por 2×0 no primeiro tempo e empata no segundo, apesar de levar um gol nos últimos minutos, mas não, jogando em casa, um time empatar um jogo no fim e ainda ver tempo para levar outro? Isso é inadmissível!

Luciano não tem experiência, ainda, para jogar um campeonato como estes, não vou criticá-lo pelo primeiro gol, mesmo a bola tendo sido fraca foi desviada e, realmente, dificulta muito para o goleiro, mas esse terceiro gol, na situação que estava o jogo? Pelo amor de Deus! Não vejo a hora de Eduardo estrear logo, se bem que eu também não assisti a imagens animadoras dele.

É isso aí, irmãos de Clube, ressuscitamos um morto para o campeonato ficar mais quente do que já é. O que me preocupa é que, com a perda dos 06 pontos e a derrota para o Paulista, o Ceará, até o momento, é considerado morto, será que o Náutico vai conseguir levantá-lo?

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