No livro ‘The Invention of Journalism’, o sociólogo inglês Jean Chalaby
afirma que o jornalismo é fato recente:
tem suas origens na metade do século XIX.
A maioria dos historiadores coloca as raízes da profissão
na Roma antiga – com antigos historiadores.
Ou mesmo depois, no século XVI,
na criação dos primeiros jornais e gazetas.
Mas Chalaby explica.
O formato do jornalismo como forma distinta de linguagem
é fato recente.
Pois bem.
Em 150 anos de existencia, o jornalismo tornou-se o Quarto Poder.
Um Poder tão forte e vital
que é silenciado nas ditaduras de forma violenta e total.
Um Poder necessário e vital
pois vigia os passos dos outros três poderes.
Para o bem ou para o mal.
Um Poder que não está perdendo força – ao contrário do que imaginam muitos
- baseados no fechamento de diversos jornais.
O Quarto Poder, novamente segundo Chalaby,
está simplesmente sendo refundado.
Nas novas mídias e novos discursos.
Pô, mas o que tem isso a ver com o Náutico?
Muita coisa.
A relação do Clube Náutico Capibaribe com o Quarto Poder é tensa.
Mercê de atos de hostilidade cometidos por gestões anteriores em Rosa e Silva.
Gestões que não compreenderam a natureza da imprensa.
Gestões que esqueceram as lições do passado.
Lições?
Lições, sim senhor!
O Náutico era bem tratado nos anos 20/30/40.
O Náutico que andava de mãos dadas com os barões da imprensa.
(Barões que são parte do livro de Chalaby).
A partir dos anos 50.
Através de Ivanildo Souto da Cunha, craque nas canchas,
na vida e como dirigente,
o Náutico permanentemente estava na imprensa.
Conversando, trocando ideias,
contrabalançando a popularidade do Santa Cruz,
fazendo contraponto a presença do grande Adelmar Costa Carvalho.
Ivanildo recepciona a Imprensa
Nos anos 60, fato comum,
o dirigente Wilson Campos almoçava com a mídia,
explicava as realizações do clube,
estava sempre pronto para trocar ideias.
A mesma atitude era tomada pelos demais dirigentes.
Voltando ao livro de Chalaby,
um fato importante.
O avanço da cobertura esportiva na mídia.
O desporto começou em notas discretas.
Passou a ocupar uma página nos anos 40.
E tornou-se caderno na década de 70.
O futebol, principalmente, em nossa realidade,
significa dinheiro, muito dinheiro.
O futebol em nossos dias não permite preferencias pessoais;
é um jogo de milhões de reais.
As forças do mercado imperam.
Se o Náutico deseja ser grande no cenário nacional,
o clube deve retomar o diálogo com a imprensa.
Reuniões mensais são bem vindas.
Jornalistas alvirrubros podem ser convocados para assessoria.
O passado recente de brigas deve ser esquecido.
Por que?
Por que, diria um torcedor mais exaltado.
Simples.
Porque o Náutico precisa do Quarto Poder.
E o Quarto Poder precisa do Náutico.
Matérias como as realizadas com os dormitórios dos garotos da Base
devem servir para a melhoria dos dormitórios da Base.
Claro!
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Depois?
Depois de resolver o problema, chama-se o jornalista para fazer outra matéria,
mostrando que o problema foi resolvido.
Quando um jornalista escreve um artigo sem sentido?
Um artigo que não corresponde aos fatos reais?
Ora, bolas!
Escreva-se uma mensagem mostrando onde ele pode ter falhado.
Convide-se o jornalista para uma reunião.
Trate-se o jornalista com profissionalismo.
Aos poucos, o Náutico irá estabelecer um novo diálogo com jornais,
rádios, televisão…
Delírio?
O Náutico só tem inimigos na mídia?
Bom, resumindo o feijão com arroz.
Jornalista é ser humano.
Sofre, paga contas, ri, chora, torce por seu time,
tem filhos, canta, desafina e respira gás carbonico.
Como todos nós.
Dirigentes não são melhores que jornalistas.
Respeito e diálogo são obrigação recíproca.
Ivanildo Souto já sabia disso.
Os dirigentes na década de 60, também.
O jornalismo está se reinventando.
O Náutico, também.
Juntos, lucram todos,
Náutico, Mídia e Pernambuco.
Por último?
O texto não pede que todos sejam irmãos.
Apenas e tão somente, profissionais.
O novo tempo inclui novas relações com o Quarto Poder.
O que não deve ser tão difícil assim.
Visto que o maior jornalista esportivo da nossa história
é alvirrubro de carteirinha.
Visto que um dos maiores jornais do Nordeste
tem dono e netos torcedores do vermelho e branco…
Jornal que estampou bela foto essa manhã do Timba.
Vou botar num quadro e deixar na sala de jantar.
Por: Roberto Vieira, Colaborador NauticoNET
Foto: Blog do Roberto, Parceiro NauticoNET
O NÁUTICO E O QUARTO PODER

Por ROBERTO VIEIRA
No livro ‘The Invention of Journalism’, o sociólogo inglês Jean Chalaby
afirma que o jornalismo é fato recente:
tem suas origens na metade do século XIX.
A maioria dos historiadores coloca as raízes da profissão
na Roma antiga – com antigos historiadores.
Ou mesmo depois, no século XVI,
na criação dos primeiros jornais e gazetas.
Mas Chalaby explica.
O formato do jornalismo como forma distinta de linguagem
é fato recente.
Pois bem.
Em 150 anos de existencia, o jornalismo tornou-se o Quarto Poder.
Um Poder tão forte e vital
que é silenciado nas ditaduras de forma violenta e total.
Um Poder necessário e vital
pois vigia os passos dos outros três poderes.
Para o bem ou para o mal.
Um Poder que não está perdendo força – ao contrário do que imaginam muitos
- baseados no fechamento de diversos jornais.
O Quarto Poder, novamente segundo Chalaby,
está simplesmente sendo refundado.
Nas novas mídias e novos discursos.
Pô, mas o que tem isso a ver com o Náutico?
Muita coisa.
A relação do Clube Náutico Capibaribe com o Quarto Poder é tensa.
Mercê de atos de hostilidade cometidos por gestões anteriores em Rosa e Silva.
Gestões que não compreenderam a natureza da imprensa.
Gestões que esqueceram as lições do passado.
Lições?
Lições, sim senhor!
O Náutico era bem tratado nos anos 20/30/40.
O Náutico que andava de mãos dadas com os barões da imprensa.
(Barões que são parte do livro de Chalaby).
A partir dos anos 50.
Através de Ivanildo Souto da Cunha, craque nas canchas,
na vida e como dirigente,
o Náutico permanentemente estava na imprensa.
Conversando, trocando ideias,
contrabalançando a popularidade do Santa Cruz,
fazendo contraponto a presença do grande Adelmar Costa Carvalho.
Ivanildo recepciona a Imprensa
Nos anos 60, fato comum,
o dirigente Wilson Campos almoçava com a mídia,
explicava as realizações do clube,
estava sempre pronto para trocar ideias.
A mesma atitude era tomada pelos demais dirigentes.
Voltando ao livro de Chalaby,
um fato importante.
O avanço da cobertura esportiva na mídia.
O desporto começou em notas discretas.
Passou a ocupar uma página nos anos 40.
E tornou-se caderno na década de 70.
O futebol, principalmente, em nossa realidade,
significa dinheiro, muito dinheiro.
O futebol em nossos dias não permite preferencias pessoais;
é um jogo de milhões de reais.
As forças do mercado imperam.
Se o Náutico deseja ser grande no cenário nacional,
o clube deve retomar o diálogo com a imprensa.
Reuniões mensais são bem vindas.
Jornalistas alvirrubros podem ser convocados para assessoria.
O passado recente de brigas deve ser esquecido.
Por que?
Por que, diria um torcedor mais exaltado.
Simples.
Porque o Náutico precisa do Quarto Poder.
E o Quarto Poder precisa do Náutico.
Matérias como as realizadas com os dormitórios dos garotos da Base
devem servir para a melhoria dos dormitórios da Base.
Claro!
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Depois?
Depois de resolver o problema, chama-se o jornalista para fazer outra matéria,
mostrando que o problema foi resolvido.
Quando um jornalista escreve um artigo sem sentido?
Um artigo que não corresponde aos fatos reais?
Ora, bolas!
Escreva-se uma mensagem mostrando onde ele pode ter falhado.
Convide-se o jornalista para uma reunião.
Trate-se o jornalista com profissionalismo.
Aos poucos, o Náutico irá estabelecer um novo diálogo com jornais,
rádios, televisão…
Delírio?
O Náutico só tem inimigos na mídia?
Bom, resumindo o feijão com arroz.
Jornalista é ser humano.
Sofre, paga contas, ri, chora, torce por seu time,
tem filhos, canta, desafina e respira gás carbonico.
Como todos nós.
Dirigentes não são melhores que jornalistas.
Respeito e diálogo são obrigação recíproca.
Ivanildo Souto já sabia disso.
Os dirigentes na década de 60, também.
O jornalismo está se reinventando.
O Náutico, também.
Juntos, lucram todos,
Náutico, Mídia e Pernambuco.
Por último?
O texto não pede que todos sejam irmãos.
Apenas e tão somente, profissionais.
O novo tempo inclui novas relações com o Quarto Poder.
O que não deve ser tão difícil assim.
Visto que o maior jornalista esportivo da nossa história
é alvirrubro de carteirinha.
Visto que um dos maiores jornais do Nordeste
tem dono e netos torcedores do vermelho e branco…
Jornal que estampou bela foto essa manhã do Timba.
Vou botar num quadro e deixar na sala de jantar.