Nada mudou na arbitragem nacional. Ao menos em relação ao Náutico

Por: José Gomes Neto

A estréia do Náutico no Brasileirão 2007 poderia ter sido melhor. A derrota por 2 a 1 para o Atlético Mineiro, de virada, no Mineirão, frustrou a expectativa que nutri em relação ao potencial que a equipe alvirrubra apresentou. Não quero colocar a razão do resultado apenas nas costas do apitador goiano, que aliás também poderia ter tido uma estréia decente, mas as falhas apresentadas pelos jogadores custaram a não pontuação do Timbu na largada do Campeonato Brasileiro.

Com um melhor volume de jogo do que os atleticanos, os alvirrubros poderiam ter definido a situação ainda no primeiro tempo. A bola no travessão numa finalização de Acosta, dois minutos antes de ele mesmo abrir o placar, já poderia ter sido o segundo gol da partida. Após o empate do Atlético – em mais uma falha coletiva do sistema defensivo -, mais outra jogada envolvendo o meia uruguaio que, para mim, fora o nome do jogo.

Minutos adiante, Acosta fora puxado por um defensor mineiro, na área, “mas não houve” como o soprador de apito marcar a penalidade. À medida que a partida se desenrola, o Náutico crescia com um futebol competitivo, e o Atlético se encolhia na sua pífia limitação, em especial no que diz respeito à criação da equipe atleticana.

Nem mesmo a expulsão compensatória de Cris, aos 26 minutos da etapa final, arrefeceu os ânimos do Náutico. A cada cartão para o time da casa, tinha que ter outro correspondente para os visitantes. Esse foi o critério dele. O meia Danilinho só não o agrediu fisicamente, uma vez que verbalmente, o jogador do Galo o mandou tomar no c…, meteu o dedo em riste na sua cara, e reclamou durante todos o tempo que esteve em campo (ainda bem que ele não jogou como reclamou!).

Voltando ao futebol, propriamente, num contragolpe puxado por Acosta, o estreante Marcelinho tinha tudo para começar fazendo o gol de uma vitória fora dos Aflitos, mas ele não teve a competência necessária na conclusão. Ficou devendo essa para o jogo com o São Paulo, hein, Marcelinho?!

Porém, como “SE” não entra em campo, o que aconteceu foi que o apitador resolveu arrombar a festa. Para quem já vinha invertendo faltas, não dava cartões aos anfitriões (que haviam reclamado de terem sido prejudicados na Copa do Brasil, pasmem! Aliás, isso já é algo em comum com o Náutico!), e por fim, acresceu nada menos que SETE minutos. Isso mesmo, sete minutos! Ele conseguiu atingir o objetivo que queria e viu o time mineiro ganhar, de qualquer jeito.

Volto a dizer. Sem querer tirar os “méritos da arbitragem”, que se mostrou totalmente tendenciosa, o time alvirrubro não se credenciou a cortar o barato do moleque que estava com um apito na boca. Os comparsas dele (aasistentes) também ajudaram a prejudicar o Náutico, criando impedimentos inexistentes, assim como o trio paranaense o fez, ainda na quarta-feira (9), em Florianópolis, pela Copa do Brasil.

Como dizem por aí, não adianta “chorar o leite derramado”. Só que dessa vez, TODA A IMPRENSA DO CENTRO-SUL – a daqui não se interessa tanto em defender os interesses do Náutico – admitiu que houve uma “compensação por chorar o pênalti não marcado contra o Botafogo” para o Galo.

Se o Clube Náutico Capibaribe tiver diretoria de futebol, a hora de agir é agora! Não se pode nem se deve adiar esse protesto para depois. Quem duvidar é porque não conhece do que é capaz a corja que dirige o futebol brasileiro. Se fecharmos os olhos para essa realidade, essa atitude será apenas a primeira a acontecer nas 37 rodadas que teremos no Brasileirão.

Acho que cabem duas perguntas importantes nesse momento crítico: Onde anda o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF)? Ele vai representar junto a um filiado que fora NITIDAMENTE prejudicado pela arbitragem? Goataria de saber a opinião de alguém de FPF, pois na hora de ganhar o seu percentual na renda bruta do Náutico, aí aparece um para ir buscar o dinheiro! Vamos trabalhar por Pernambuco!

DESAFIO – Caro (a) leitor (a), aqui vai um desafio: Se você lembra de alguma partida oficial do futebol brasileiro que tenha havido um acréscimo de sete minutos, apenas no segundo tempo, então escreva, com urgência para esta coluna, via endereço eletrônico do nosso site. Sua colaboração é importante para tirramos dúvida sobre a dignidade da arbitragem brasileira.

Em toda partida de futebol aqui no Brasil, e mundo afora, vejo jogadores serem substituídos, saírem de maca do campo de jogo, praticar o chamado anti-jogo por uns, outros preferem dizer que é catimba de experiente e coisas piores. A regra do futebol é a mesma em todo o planeta Terra. Mas parece que somente lá em Minas é que a arbitragem “é melhor do que as outras.”

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