Náutico está 100% na Copa do Brasil 2007

Por: José Gomes Neto

A segunda partida do Náutico na Copa do Brasil 2007 teve um destaque todo especial. No que concerne ao resultado, o maior placar registrado na competição até aqui foi construído com empenho e competitividade do time, apesar da fragilidade do adversário. Mas, mesmo com os 6 a 0 aplicados em cima do fraco Parnahyba/PI, a evolutiva equipe alvirrubra demonstrou um melhor poder de ofensividade. Principalmente no setor de armação, quando esteve mais apta a criar alternativas de se chegar à área adversária com fluidez.

Porém, as falhas ainda continuam a acontecer e o técnico Hélio dos Anjos terá muito a consertar durante esta semana, até a estréia do Náutico no segundo turno do Campeonato Pernambucano da Série A1, domingo (4) contra o Ypiranga, nos Aflitos. Os destaques positivos foram a atuação do goleiro Gléguer, que mesmo pouco acionado mostrou reflexo e competência; e a estréia do meia Cristian, carimbada com um gol de oportunismo e bem senso de colocação na área.

A qualidade técnica desse atleta só tende a crescer, pois Cristian ainda está fora de ritmo, mas vai evoluir naturalmente como os demais do grupo. Além de buscar um entrosamento ideal com Marcel, o outro meia de ligação.

Os pontos falhos persistem, basicamente, na cabeça-de-área. Não sou de ficar pensando em jogador que não está mais no grupo, mas a ausência do volante Tozo ainda está longe de ser suprida. O futebol apresentado por Walker e Luciano ainda não chegou a agradar o necessário, nem ao time, à torcida e muito menos ao treinador. A vulnerabilidade predispôs a defesa às raras chegadas do tricampeão piauiense.

Nas laterais, Ivan não tem crédito e, por mim, já pode ser dispensado. Sidny está irreconhecível neste início de temporada. Aliás, o jogador corre mais do que a bola, ultimamente. Precisa estar menos ansioso e mais preciso nos cruzamentos e nas subidas à linha de fundo. Já Escalona me parece meio preso, sem muita agilidade, mas ganha as divididas com inteligência e malandragem sul-americana. Edinho está no crédito por causa do gol da vitória, lê no interior do Piauí, no jogo de ida.

A dupla de zaga está no ideal. Gosto do futebol de Índio, experiente e de qualidade, sem falar que ele é muito bom nas antecipações por baixo e nas bolas áreas. Por sinal, depois de oito partidas pelo Náutico, ele foi punido, na quarta-feira, com o primeiro cartão amarelo. Mas está limpo para o returno do Estadual. O zagueiro Alysson casou bem com Índio e acho que Breno terá que suar mais a camisa para readquirir aquela vaga.

O ataque é um setor que dispensa comentários. Se não é Felipe quem balança as redes, então entra em cena o incrível Kuki. Nem me lembro da última vez em que o baixinho deixou a sua marca por três vezes, numa partida oficial. Bom, o que importa é que ele está readquirindo a confiança necessária para aterrorizar as defesas adversárias. Mas também não deixa de ser útil à equipe fazendo assistências e atento à marcação sem bola.

Em termos de rendimento na Copa do Brasil, o Timbu é a fera da vez. Com as duas vitórias, ou seja, com 100% de aproveitamento, o Náutico mostra uma perspectiva de projeção positiva para a segunda fase desta competição nacional. Vamos esperar para ver quem será o próximo adversário alvirrubro: se Paysandu, ou São José/AP. A definição sairá na próxima quarta-feira (28).

LUTO

Conheci o jornalista Everaldo Xavier quando eu era estagiário do Jornal do Commercio, em 1995. Naquela época, um dos primeiros clubes a cobrir foi justamente o Náutico, onde Vevê já era setorista há uma data. Bem-humorado e gente fina, Everaldo Xavier trazia no seu currículo o privilégio de ser alvirrubro. Mas o seu profissionalismo estava acima de tudo, independente da condição de gostar do Náutico. Fui pego de assalto com a notícia do seu falecimento, quando descobri via internet.

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