Náutico precisa dar a volta por cima

Por: José Gomes Neto

Abaixo da crítica. Ou uma lástima. Assim considero o que assisti da sexta participação do Náutico no Brasileirão 2007, no Maracanã, quando o time “acompanhou de perto” o poderio do Botafogo, líder isolado da competição. Até aí tudo normal, não fosse pela atitude de alguns atletas, que mudaram (para pior) a história da partida. A favor da equipe da estrela solitária.

A expulsão do zagueiro Cris merece um capítulo à parte. Não se admite que o time leve cartões amarelos gratuitos, sem necessidade. Não estou querendo que os jogadores parem de entrar nas divididas, e ganhar as jogadas, mas que alguns deles precisam conhecer regras de futebol, disso eu não duvido. Alguém dentro do clube tem que assumir essa função, antes que seja tarde demais para o Náutico, na Série A.

Vamos começar pelo seguinte ponto: Por que o técnico PC Gusmão não avisou aos seus comandados que um dos pontos fortes do Botafogo eram as faltas na entrada da área? Se ele orientou, então por que Daniel Sobralense não obedeceu a essa observação e proporcionou chances ao adversário? Os chutes de fora da área também caracterizam a força de ataque alvinegro.

Essa seria para Fabiano. Tudo bem. Ele defendeu o pênalti cobrado por Dodô, mas o primeiro e o terceiro gols foram defensáveis. Talvez uma correção no posicionamento evite essas falhas. Não vou deixar de reconhecer os méritos dele em defesas importantes, como o próprio pênalti, mas, ao final dos 90 minutos, o placar não foi a favor do Náutico. Paciência…

Mas o problema não se restringiu ao esforçado goleiro alvirrubro. A cada rodada, o time é modificado por conta da questão disciplinar. Até o momento já são quatro expulsões em seis partidas. Será que isso é uma maneira de o jogador conseguir tirar uma folga? Existe algo muito estranho nisso tudo! Quero – e exijo – respostas.

Aliás, a torcida alvirrubra pede respostas contundentes, claras e convincentes da diretoria, da comissão técnica e do time. Por exemplo, na questão do zagueiro Breno, como fica essa situação? O estrupício que veio do Vasco já foi devolvido (Yves), e aí?! Os salários desses jogadores estão em dia? Não se pode cobrar de ninguém sem cumprir as obrigações ululantes…

Prefiro que essas respostas sejam dadas em campo, como foram as expulsões. Mas que seja traduzido como resultado positivo. De preferência contra o Goiás, na rodada seguinte.

A bola da vez foi Cris. Reconheço as contribuições dele para o time, que até gol de cabeça já marcou no campeonato. Porém, ele não tem o direito de fazer uma falta totalmente inútil, infantil. O que ele fez, na minha opinião, foi muito pior do que aquela atitude destemperada de Gléger, após um treinamento nos Aflitos. Ele deixou o time na mão enquanto estava em CAMPO.

Grande parte da culpa pela derrota foi sua Cris. Assuma os erros que comete. Eis o primeiro passo para uma forma madura de encarar a vida de jogador profissional. Não que Sidny não tenha contribuído com um futebol sem objetividade. Enquanto Deleu estiver improvisado, não há como exigir de ninguém na lateral esquerda do Timbu. Hamilton ainda está em fase de “testes” e ainda “faltam 32 partidas” para ele mostrar um bom futebol.

No meio-de-campo, me lembro de quando o Náutico jogava com Marcel e Acosta, na frente. Agora, ou joga um ou outro. Por ter sido expulso contra o Paraná, Acosta não pôde ir ao Rio de Janeiro. Mas ele vai estar diante do Goiás, enquanto Marcel recebeu o terceiro amarelo e estará de folga.

Na proteção de zaga, Elicarlos é o titular absoluto. Daniel Paulista mostrou regularidade na estréia diante do time carioca, tirou algumas bolas, mas também falhou em outras. Mesmo assim é preciso um melhor entrosamento com o companheiro de setor. Isso só na prática se adquire.

No ataque, quero estar equivocado, mas parece que entre fogos de artifício e o ataque do Náutico, a Caramuru está na vantagem. Época de festejos juninos, os fogos Caramuru estão bem requisitados pelo estado afora. Ídolo maior do clube, o gnomo Kuki é o guerreiro de sempre. Mas não dá para fazer milagre sem receber bola e sem ter quem receba as suas assistências na medida.

Mérito no gol de honra do Timba, pois Kuki acreditou na jogada e importunou o zagueiro, que atrasou para o goleiro botafoguense. O detalhe foi que a bola chegou na intermediária adversária por meio de um chute de Fabiano.

A solução para reverter o quadro – até porque o Náutico está na famigerada zona de rebaixamento – é simples: TEM QUE GANHAR do Goiás DE QUALQUER JEITO, domingo, no Caldeirão Alvirrubro. Se o problema é se agarrar às apelações, nada melhor do que se aliar a São João.

Por outro lado, há uma seqüência que vejo como favorável ao Náutico. Como joga em casa na sétima rodada, o Timbu depois fará o Clássico dos Clássicos, na Ilha do Retiro. Porém, a partida será na noite da quinta-feira (28). O Sport terá vindo de viagem à Curitiba, enquanto o Alvirrubro passará todo esse tempo no Recife.

Vale lembrar que a partir de agora, os jogos do Brasileirão 2007 serão realizados nos domingos, quartas, quintas, sábados e até terça-feira (no caso específico da nona rodada da competição nacional).

Avante, Náutico!

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