Noite memorável em São Paulo; e pela frente o Figueirense

Por: Frederico Lira

Às vésperas do confronto diante do Corinthians, em São Paulo, semana passada, a crônica esportiva – em geral – era unânime em apontar uma fácil classificação dos paulistas. Jogados à própria sorte (e competência), somente o grupo de jogadores e os alvirrubros mais fiéis acreditavam nos comandados e PC Gusmão. Quando o Náutico entrou em campo, num Pacaembu lotado, porém, as coisas mudaram drástica e radicalmente.
Um futebol sólido, consistente e equilibrado. Eficiente na defesa e mortal nos contra-ataques – como um predador traiçoeiro, que aguarda o momento exato e oportuno de dar o bote fatal. Assim, em duas jogadas originadas em roubadas de bola, o Timbu chegou aos dois gols que lhe valeram uma memorável classificação às quartas-de-final da Copa do Brasil. Silêncio absoluto no Pacaembu. A festa era alvirrubra na capital paulista.

Pela frente, o Figueirense – Passado o Corinthians, as atenções se voltam aos catarinenses. Se comparadas as trajetórias de Náutico e Figueirense nessa temporada, veremos algumas notáveis semelhanças: ambos começaram muito mal nos seus respectivos estaduais, trocaram de técnicos e vêm em vertiginosa ascensão.

O “furacão”, como é carinhosamente alcunhado pela sua torcida, ainda não perdeu sob o comando do experiente Mário Sérgio – o qual substituiu o fraco Heriberto da Cunha no comando do alvinegro de Florianópolis. Já são 12 jogos invictos, incluindo uma classificação tranqüila nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, com duas vitórias sobre o Gama, do Distrito Federal.

A equipe joga num 3-5-2 não muito ortodoxo, que pode variar estruturalmente dentro de um mesmo jogo. Os “rodados” laterais Ruy e André Santos costumam levar muito perigo às defesas rivais – o segundo, contudo, foi expulso no jogo da volta, frente ao Gama, e não atua quarta-feira, no Recife. Voltando de contusões, o atacante Léo e o meia Cleiton Xavier são dúvidas para esse jogo. O grande destaque do “Figueira” é, porém, o rápido e habilidoso Fernandes. O meio-campista de 29 anos, com passagem discreta pelo Palmeiras, esteve próximo de vir para o Náutico, no começo do ano, mas optou por permanecer em Floripa, onde é ídolo da torcida alvinegra. Fernandes articula muito bem o jogo e também finaliza com competência – é inclusive o artilheiro do time no torneio, com 4 gols. Marca-lo de perto será fundamental.

Sabor de Vingança – Os últimos dois confrontos entre Náutico e Figueirense ocorreram pela fase de mata-mata da Série B, em 2001. Vitória pernambucana por 2×1, no Eládio de Barros Carvalho, e catarinense, no Orlando Scarpelli, pelo mesmo placar, eliminaram os alvirrubros da competição – já que o Figueirense teve melhor campanha na primeira fase.

Naquele ano, o time comandado por Wagner Benazzi conseguiu o acesso à primeira divisão – onde se mantém desde então. Contudo, não sai da memória timbu o gol de Gilson Batata, nos Aflitos. O atacante, indiscretamente, dominou a bola com a mão, antes de concluir para o gol. Um erro clamoroso que ocasionou um tento irregular – o qual, mais tarde, nos faria uma falta imensurável.

Não nos esquecemos dessa imoralidade, e, para esse novo duelo, buscamos, ainda que tardia, nossa aguardada “revanche”.

Saudações alvirrubras.

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