O efeito Edílson Pereira de Carvalho

Por: José Gomes Neto

O fator “mérito” é abordado frequentemente por cronistas esportivos durante os jogos do Brasileirão. Acho o critério (?) no mínimo estranho, pois eles não estão avaliando o poder judiciário, nem mesmo julgamentos públicos que envolvem omissão ou absurdos escandalosos que costumam ocorrer nos tribunais brasileiros. Quando se avalia uma partida de futebol, afirmar ou achar que este ou aquele time mereceu ganhar, empatar ou perder se torna algo evasivo, sem lógica, sem sentido mesmo. Afinal de contas, jogo envolve sorte ou revés e isso sim é que faz do futebol uma modalidade na qual nem sempre vence o melhor.

E é justamente partindo deste princípio que questiono essa pseudo avaliação de que esse ou aquele resultado “seja justo ou injusto”. Ora, de que vale uma equipe obter maior posse de bola se a outra teve a competência de numa única escapada fazer o seu gol e garantir o resultado a seu favor? É assim que funciona a situação, e é por isso que futebol não tem lógica. E por que então em clássico não tem favorito?

Bom, dito isso, vamos ao que interessa. O empate do Náutico com o Coritiba não foi o melhor resultado, mas também não pode ser descartado. Cada ponto somado é importante nesta reta final e com mais este, o Timbu continua a depender dos próprios pulmões para escapar do rebaixamento. É claro que vencer o Cruzeiro se tornou imprescindível ao objetivo alvirrubro na competição. Mas este é o principal foco e a Raposa é quem vai pagar o pato!

Que não será um jogo fácil, prefiro observar que, até aqui, nada tem sido moleza para o Náutico. Aliás, um dos adversários que mais fazem – e no caso do Náutico têm feito a diferença -, são as arbitragens tendenciosas. Algumas até mesmo perseguidoras. Esta não foi a primeira vez que o apitador Carlos Eugênio Simon prejudicou ao Alvirrubro, nesta competição. Ele apenas reincidiu ao não marcar um pênalti a favor do Náutico.

A sua “estréia” foi contra o Cruzeiro, no Mineirão, na 16ª rodada (30 de julho). Eram passados somente 14 minutos de jogo e a partida já estava 1 a 0 para os mineiros, quando ele resolveu inventar um pênalti absurdo para a Raposa. O pior é que o Náutico reagiu e empatou o jogo aos 22 minutos, mas desta vez foi o seu assistente quem meteu o garfo e invalidou um gol legítimo do Timbu. Pois é, para quem não lembra, isso sim é questão de injustiça!

O fato é que a gangue dos 13 e as suas ardilosas manobras pela manutenção de membros como Vasco, Fluminense, Portuguesa, Santos e até mesmo Atlético Paranaense tardam, mas não falham. O que puder ser feito para evitar a queda destes times citados, e outros também, já está sendo feito. É como diria a música de abertura do programa dominical das 20h que passa na dona do campeonato brasileiro: “Olhe bem, preste atenção, nós temos mágicas para fazer…”. Para os incrédulos, ou inocentes, as mágicas começaram a acontecer, como na partida em São Januário, quando o Vasco conseguiu ganhar do Santos com um pênalti, que seria uma falta da entrada da área.

Por sinal, achei que o lance capital ocorrido aos cinco minutos de partida não seria reprisado durante a transmissão. Fiquei estupefato porque o puxão do zagueiro coxa Felipe no meia timbu Wellington só fora repetido uns cinco minutos depois. O absurdo ficou maior no “show do intervalo”, pois o lance fora omitido e simplesmente não passou ao telespectador! (como é que é mesmo a falácia: “a gente se vê por aqui”).

A torcida do Náutico deve entender que o momento é difícil, porém nada é impossível quando se depende única e exclusivamente do próprio futebol para se manter na divisão de elite do ainda bastante duvidoso futebol brasileiro. Ou você já se esqueceu como o Corinthians “conquistou” o título nacional em 2005?

Nem critério, nem memória, muito menos escrúpulo! Este é o perfil que muitos insistem em omitir, mas que nem todos estão a fim de engolir como sendo “a razão, a verdade e a vida” do Campeonato Brasileiro de Futebol (?). Onde anda o ex-árbitro Edílson Pereira? Afinal de contas o “Coringão” está de volta à elite do futebol brasileiro…

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