Os jogos da volta… Por cima

Por: José Gomes Neto

Chegamos à metade do Brasileirão 2007, e o balanço que faço do que foi o Náutico nestes primeiros 19 jogos é de um time promissor, em relação a seqüência do campeonato. Apesar da fraca campanha de 20 pontos, cinco vitórias e saldo negativo de seis gols, o Timbu demonstrou que tem condições de brigar para, no mínimo, permanecer na Série A em 2008.

Porém, o arrefecimento da equipe na partida contra o Flamengo me deixou bastante preocupado. O Náutico até que começou bem o jogo e não apenas intimidou o adversário com o primeiro gol, mas criou oportunidades que não poderiam ser desperdiçadas ao longo do primeiro tempo. Mas a oscilação ocorreu na etapa final e os jogadores têm consciência de que ficaram a desejar nesse confronto no Maracanã.

Se fizermos um retrospecto das últimas seis rodadas fora dos Aflitos, o Náutico computou dois empates e três vitórias, sob o comando do técnico Roberto Fernandes. Essa foi a única derrota fora que o Timba amargou desde a chegada do atual treinador.

O problema foi o jejum de vitórias dentro do Caldeirão Alvirrubro. No entanto, esse estigma fora quebrado na última quarta-feira (8), diante da carne de pescoço conhecida por Figueirense. O volume de jogo e as chances criadas foram o termômetro do Náutico, que fez a torcida efervescer, ao ritmo imposto por toda a equipe dentro das quatro linhas.

O período de uma semana entre os jogos de ida e o reinício será de grande valia para o treinador alvirrubro avaliar com perspicácia e precisão os defeitos ainda existentes no time, e quais as melhores opções para começar a volta por cima, literalmente. O adversário do “começar de novo” será o Atlético Mineiro, domingo (19), às 16h, nos Aflitos.

Nesse contexto, o que mais me preocupa é o fato de que, novamente, lá vem o Galo reclamando que foi prejudicado pela arbitragem coisa e tal. E agora vem de derrota em casa para um oscilante Palmeiras.
Da mesma maneira como antecedeu a estréia no Brasileirão entre as equipes, no Mineirão. Naquela ocasião, o time mineiro fora prejudicado por Carlos Eugênio Simon, nas semifinais da Copa do Brasil, e a bomba sobrou para o Náutico – só pra variar!

Se alguém não se lembra, esteve em campo um apitador goiano que achou sete minutos de acréscimo, e inovou na história do futebol nacional, tempo suficiente para que o Atlético persistisse até fazer o segundo gol e vencer o jogo (fazer o quê, né?! Contra time nordestino é isso mesmo…).

Diante da amarga experiência, cabe à diretoria timbu tomar alguma atitude, e rápido! Não vamos esperar pelo pior e depois ficar dando desculpas esfarrapadas para a torcida e à imprensa local sobre algo que já é previsível. O técnico atleticano Emerson Leão já rasgou o verbo e atribuiu a derrota do Atlético ao juiz. Cuidado! O recado ta passado!

Quero lembrar que as arbitragens nacionais têm sido umas lástimas, a cada rodada, e muito pouca gente na crônica esportiva brasileira tem tido a dignidade, a visão profissional mesmo, para avaliar e apontar que esses erros ou são por incompetência ou por esquema de arbitragem!

Cadê a tal mudança do comando do quadro nacional de arbitragem, hein?! Só muda a fachada e os fantoches, pois o esquema pró-eixo Rio-São Paulo continua o mesmo. Eita Brasil escroto! Como se não bastasse esse esquema de jogos a menos a favor de Flamengo, Corinthians, Fluminense, Botafogo, Vasco… Coincidência tem limite!

Não justifica esses triozinhos encomendados ficarem garfando o Náutico aqui nos Aflitos, como aliás muitas das arbitragens o fizeram na maior parte dos jogos no Eládio de Barros Carvalho. Não é tentativa frustrada de justificar resultados negativos nem a atual situação de tabela.

Para quem não sabe, quase todos os técnicos, inclusive de equipes que estão na briga pelo título e área de classificação à Libertadores estão botando a boca no trombone contra o escândalo que essas arbitragens o são! Joga após jogo! Cadê os promotores do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para punir isso!

Apesar dos pesares, o Náutico detém uma equipe capaz de, mais uma vez, reverter toda essa situação complicada na qual se encontra.
Não custa nada dar mais um crédito a todos que fazem o Clube Náutico Capibaribe.

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