Por: AlieNáutico
Recife, 30 de Agosto de 2007
Difícil escrever algo nesta noite, muito complicado mesmo. O Náutico entrou em campo no esquema 3-6-1 com Ferreira na frente, que era a dúvida do treinador Roberto Fernandes. O jogo até que começou com uma pressão do Vasco, mas o Alvirrubro aos poucos foi tentando equilibrar a partida. O time carioca saiu na frente com um gol de pênalti – não escrevo mais nada sobre arbitragem – e assim encerrou o primeiro tempo, mas com uma esperança pela expulsão do vascaíno Andrade.
No segundo, o Timbu pressionou e o empate saiu aos 11 minutos. Depois do gol, o Náutico mandou na partida e perdeu várias oportunidades de virar o placar. Mas como no futebol tudo pode acontecer e quem não faz, leva, o Vasco aproveitou as oportunidades e não só desempatou a partida, como goleou o time pernambucano.
O engraçado é que ainda falam do treinador. Se retranca demais reclamam, se solta o time, ta errado. E agora? Mais do que nunca hoje foi visto que o Náutico não pode sair para o jogo. Quem viu o placar, pensa que o Vasco dominou o jogo, mas não foi assim. Pelo contrário. Mas a diferença é unicamente uma: competência. Competência esta que o time não possui. E que os adversários, estão tendo.
Sinceramente, eu ainda acredito. Acredito porque amo o clube, acompanho o trabalho dos atletas e o esforço do treinador. Acredito porque hoje, mais do que nunca, o futebol mostrou ser uma caixinha de surpresas. E só deixarei de acreditar quando não existir mais nenhuma possibilidade de fugir do rebaixamento. O que temos que fazer? Não abandonar o time, a instituição, o sonho de permanecer na primeira divisão. É difícil pedir, mas esta é a hora dos verdadeiros alvirrubros se unirem em pró de um único beneficiado, o Clube Náutico Capibaribe.
Erros aconteceram sim. Falsas promessas também. Mas agora não adianta esfregar estes erros e permanecer com este discurso. E sim, tentar salvar o time enquanto ainda existe tempo. Não importa quem hoje comanda, desmanda ou arruína o clube. Porque amanhã, ele vai continuar sendo o time que você torce, a instituição que você ama. E as pessoas passam, as competições também, mas o clube fica.
Eu acredito…