Queiram ou não queiram os abutres! Ou, mais um déjà vu

Por: José Gomes Neto

A vitória do Náutico diante da Cabense ficou mais valorizada do que nunca. A equipe alvirrubra se mantém na vice-liderança do primeiro turno e continua a ter o melhor ataque da competição, agora com nove gols em quatro jogos. O fator mais relevante foi a defesa não ter sido vazada. O time apresentou algumas limitações, mas isso de deve a adversidades como as reduzidas dimensões do gramado, o esforçado adversário que jogou no erro timbu, a ausência de opções para o banco de reservas e, é claro, da péssima arbitragem “equivocada” de um juiz e um assistente da Fifa (sic).

Querer mudar o foco da questão já é rotina aqui na terrinha. Partida difícil, bastante disputada. O Náutico consegue se impor. Faz o gol. Anulam um gol legítimo de Kuki de maneira descarada. E querem que não haja nenhuma reação por parte dos atletas? Ora, convenhamos, que tipo de análise estão propondo os comentaristas aos erros de arbitragem no futebol pernambucano?

Por muito menos, no ano passado, Homero Lacerda gritou aos quatro ventos que o quadro de arbitragem “ou era formado por ladrões, ou era um bando de incompetentes”. O eterno presidente da Federação Pernambucana, Carlos Alberto Oliveira, acatou às ordens do Tribunal da Ilha do Retiro e importou a arbitragem (alugada por eles) nos jogos daquele rival alvirrubro. A má fé compensou: aqueles facínoras foram campeões estaduais. (Mas HEXA é LUXO!).

Infelizmente, para os torcedores alvirrubros, a lógica tacanha desse Campeonato Pernambucano se configura a cada rodada. Por mais que alguma voz no deserto se esforce para desdizer o que todos testemunharam pela televisão, ERRAR, SEMPRE, contra o Náutico, é tido como natural. O pior é isso ser corroborado por cronistas esportivos das mídias esportivas. Quase nenhum deles tem a dignidade de informar ao seu público o que é um erro de direito.

Ao contrário. Preferem expor o comportamento explosivo do ídolo Kuki. Caros amigos, o baixinho já mora na cidade há seis anos. Não adianta disfarçar, não passem ridículo. A atitude dele é diretamente proporcional ao esquemão que ocorre, a cada ano, no futebol de Pernambuco. Esse é o fato!

Expressar minha indignação só vai gerar desgaste e, sendo assim, prefiro parar por aqui e adotar cada palavra, cada verbo, que o artilheiro Kuki enfatizou, e desafiou, sobre a arbitragem, o podre histórico do Pernambucano (seria mais adequado dizer ficha corrida mesmo) e pasmem, dos cronistazinhos esportivos (ou seria sportivos?). Ignorar o óbvio é duvidar da inteligência de cada torcedor do Náutico.

Para agravar ainda mais o quadro, há quem esteja sofismando de que o Santa Cruz venceu, e convenceu, ao Ypiranga. Mesmo que seja com vantagem de dois jogadores. A idéia é valorizar o Clássico das Emoções. No caso de uma vitória do Sport, no sábado, então “o melhor resultado para o futebol de Pernambuco” será um triunfo dos tricolores (do Arruda). Isso facilitaria o turno para o tricolor da Ilha (vermelho, preto e amarelo).

Porém, a exemplo do que aconteceu no Estadual de 2004, o Náutico superou todo o esquema estruturado pela Federação, em prol do Santa Cruz e calou a boca de todos com apenas três minutos na partida decisiva, ao tirar a vantagem do tricolor, dentro e fora das quatro linhas.

Como diria Zé Ramalho: “Tou vendo tudo, tou vendo tudo, mas fico calado faz de conta que estou mudo!”. Vamos em frente. A meta agora é ganhar o primeiro clássico da temporada. O caminho é árduo, como sempre, mas o Náutico já provou que tem poder de superação.

A cada jogo fora de casa, a cota é de dois gols convertidos para valer por um. Assim foi em Santa Cruz do Capibaribe, contra o Ypiranga, e no Cabo, diante da Cabense. E, se for preciso, assim será também no Arruda – pior para o timinho de segunda divisão.

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