Reviravolta já

Por: José Gomes Neto

No fundo do poço. O Náutico oscilou tanto neste Brasileirão 2008 a ponto de atingir a liderança da competição, na segunda rodada, e agora está abrindo alas na zona de rebaixamento. A equipe alvirrubra, que esteve no G-4 da Libertadores até a oitava rodada, agora ocupa a 17ª posição, após 18 partidas. Das oito sem vencer, somente um ponto conquistado. A marca negativa de cinco derrotas consecutivas não deixa fôlego para o Timbu respirar na competição. Neste domingo (10) é dia de reação. Não há mais tempo a perder!

A seqüência de confrontos diretos começará num momento mais do que crucial par o Náutico iniciar a reação. Os jogos a seguir contra Santos, Goiás e Fluminense, por exemplo, terão um aspecto estratégico. Caso contrário, só restará juntar os cacos e voltar a disputar a Segunda Divisão, em 2009.

Como não adianta ficar pensando no futuro sem cuidar do presente, o próximo adversário a ser encarado é o Peixe. Também em crise e precisando ganhar para não afundar ainda mais na zona de degola, o time santista deve sofrer na pele a reviravolta timbu, com muita emoção ou não.

Independente de quem vier a entrar em campo para jogar, a vitória se faz necessária a todo custo. Não importa quem fará os gols, quem dará o passe, mas, desta vez, a bola terá que entrar. A aplicação e vontade de vencer estiveram presentes no confronto diante do Atlético Paranaense. O resultado foi adverso, porém ninguém se omitiu em suar a camisa, como ocorreu em partidas anteriores por parte de algumas peças “raras”.

O espírito de luta incorporado pelo atacante Kuki, que entrou no segundo tempo contra o CAP, no lugar de Gilmar, deve ser utilizado como exemplo a ser seguido pelo grupo. O baixinho chutou em gol, deu um passe mais do que perfeito para Felipe (que chutou com displicência em cima do goleiro Galatto) e, como sempre faz quando está em campo, ainda ajuda na marcação e na saída de bola do adversário.

A expulsão de Maurinho foi contingência do jogo e ele fez o que pôde enquanto esteve em campo. Mesmo após a sua saída, aos 20 minutos da etapa final, o Náutico manteve a pressão e poderia ter igualado a partida. Desta vez, o goleiro Eduardo não falhou, e também não pode ser apontado, diretamente, como o fator que gerou a quinta derrota seguida. Sem balançar a rede adversária fica impossível ganhar.

O aspecto positivo que tirei deste revés foi o da determinação em buscar um resultado favorável. No entanto, ressalve-se que o Furacão atuou nos seus domínios e que, fora de casa, esta circunstância seria tida como natural. O agravante é a situação calamitosa na qual o Náutico encontra-se hoje.

Contudo, a solução será erguer a cabeça e partir para a reação. O Caldeirão Alvirrubro estará composto por torcedores que ainda acreditam numa reviravolta do grupo. E amam o Clube acima de tudo. O Náutico tem como característica maior a força da sua camisa, tradição e, é claro, da sua fiel e entusiasmada torcida. Sempre presente com o time, em qualquer circunstância. Independente de resultados. Ninguém chega a 107 anos de existência por acaso.

Mas é preciso os jogadores compreenderem que quem pode resolver a questão, nas quatro linhas, são eles. Torcida joga junto, mas não entra em campo. Caso contrário o Corinthians não teria caído para a Série B, e nem o Flamengo estaria em franca decadência neste momento.

O que passou, passou. Não importa. Vamos dar mais um crédito ao time, pois, em termos psicológicos, um resultado positivo mudará tudo. É esquecer que existe gente atrapalhando, como na diretoria de futebol, e concentrar as energias contra os adversários e adversidades dentro do gramado.

Só depende de nós: alvirrubros de todas as circunstâncias. Quem viver, verá…

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