Só pra variar

Por: José Gomes Neto

Que apresentação, Náutico! O time alvirrubro está de parabéns pelo futebol competitivo e aplicado demonstrado em Natal. O América que me perdoe, mas o Timbu mostrou por que está credenciado a não mais conviver entre os piores do Brasileirão 2007.

O maior placar imposto pelo Alvirrubro até aqui na competição (1 a 5), no Machadão, materializa o poder de reação, no que diz respeito a sair de vez da zona de rebaixamento. Já são 11 rodadas naquela área da tabela e, a partir do jogo contra o Figueirense, nos Aflitos, nesta quarta-feira (8) será possível romper a barreira dos quatro piores.

Nas últimas cinco partidas fora do Recife, o Timba emplacou dois empates e agora são três vitórias consecutivas. Tal retrospecto começa a gerar falsas impressões, análises e desculpas sem o menor sentido. Coisa ridícula mesmo! O fator mando de campo sempre fez a diferença, historicamente, a favor do dono da casa.

Onde já se viu cronista afirmar em matérias evasivas, sem consistência jornalística nenhuma, de que esse ou aquele gramado não favorece o rendimento de uma equipe? Até mesmo jogador de futebol. Onde praticam o futebol 11 atletas, de cada lado, não se pode ouvir apenas a opinião de duas ou três pessoas. É contraproducente!

Não quero ignorar que existam gramados impraticáveis, como o da Curuzu, em Belém, que pertence ao Paysandu. Que por sinal está mais para terreno baldio.

Talvez o gramado do Pinheirão, na Vila Capanema, em Curitiba. Que inclusive fora citado em entrevista pelo treinador do Botafogo, Cuca, após o empate sem gols contra o Paraná, neste domingo (5). Mas ele deixou claro que era ruim para os dois.

Daí é que vem a minha indagação. Então porque os adversários do Náutico souberam fazer gols, alguns até jogarem muito bem, como Paraná e Cruzeiro, e ganhar os jogos, hein?! Cabe aos jogadores procurar se concentrar mais durante as partidas e fazer o que sabem: atuar com garra, vontade de vencer e fazer gols.

Aliás, vamos às evoluções da equipe após a 17ª rodada. A defesa já não é a pior da competição. O time mais iluminado, o América, já tem 37 na sua desastrosa coleção de fracassos. Depois vêm Cruzeiro (5º colocado) e Sport (10º), ambos com 32 gols. Mas a Raposa compensa com o melhor ataque, 36. O Náutico está com a quarta defesa mais vazada, com 30.

O panorama na zona de rebaixamento é bem interessante. Mesmo com os seus 13 jogos, o aproveitamento do penúltimo colocado, o Flamengo, é pífio: 12 pontos e apenas duas vitórias. O Urubu é o time que menos ganhou no Brasileirão e tem quatro partidas a menos do que o Náutico.

O Juventude tem um jogo a menos do que o Náutico, e dois pontos também: 15. Mas a vantagem do time pernambucano está na quantidade de gols a favor: 23 contra 19. Ambos venceram por quatro vezes no campeonato.

Na área neutra – do 12º lugar até o 16º – Paraná (23), Figueirense (23), Fluminense (22), Corinthians (20) e Atlético Paranaense (19) são nesse momento os times que nos interessam. Observe que ganhar do Figueira será muito importante às pretensões do Náutico.

A atitude será fazer o dever de casa e depois secar Atlético/PR e Corinthians. Eis a receita para abandonar a rabeira e partir para um lugar ao sol no Brasileirão (apesar de paradoxalmente o mais iluminado ser o último). O Atlético/PR recebe o Flamengo na Arena da Baixada, enquanto o Juventude encara o Fluminense, no Alfredo Jaconi. Acho que o empate seria o ideal para o Náutico nesses confrontos, todos realizados nesta quarta-feira (8).

O número de vitórias de Náutico, Juventude, Corinthians e Atlético Paranaense é igual: quatro. Já o Fluminense tem uma a mais e, portanto, seria importante o tricolor carioca não ganhar.

Já no jogo do dia seguinte, entre Vasco e Corinthians, aí seria interessante o time carioca vencer. O Grêmio recebe o América, no Olímpico e qualquer resultado será indiferente.

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