Susto, surto e a volta por cima: os altos e baixos do Náutico

Por: José Gomes Neto

No limite. Assim eu considero o que aconteceu ao Náutico, na dramática vitória diante do lanterna Belo Jardim, nos Aflitos. Confesso que não esperava por uma apresentação tão irregular do time na sexta rodada do primeiro turno. Mas o futebol ensina que não adianta fazer prognósticos herméticos, pois é dentro das quatro linhas que o desenrolar do confronto acontece.

Senão, vejamos. Depois de perder o clássico para o Santa Cruz, no Arruda, o Náutico volta a atuar dentro de casa. Na busca pela reabilitação, o fato de encarar o último colocado do Estadual soou como uma pseudo vantagem. Enquanto isso, na prática, o que assistimos foi uma equipe sem o brio, a garra e o espírito de competitividade que diferenciam um time com alma de outro que só faz constar.

O time conseguiu ser tediante, apático e sem poder de finalização nos primeiros 45 minutos. O goleiro do time interiorano só fez uma defesa, o que, convenhamos, não é nada agradável para uma equipe que almeja brigar pelo título do Pernambucano. A estréia improvisada de Escalona mostrou que ele pode render, e muito mais, quando estiver atuando na lateral esquerda, já no Clássico dos Clássicos desta segunda-feira.

O calor que o Calango deu no time da capital irritou a torcida alvirrubra, que se fez presente mesmo com a partida sendo televisionada, e provocou uma situação até então contornada nos cinco primeiros jogos oficiais do Náutico na temporada. O limite de paciência dos torcedores foi esgotado com os dois gols sofridos pelo pior time da competição.

Meio que sem parâmetro de realidade, em relação ao que ocorria em campo, não tive palavras para expressar o que me ocorria naquele instante. A maioria preferiu aplaudir efusivamente a postura digna que o visitante mostrava, com vontade de ganhar e com o espírito competitivo. É incrível como às vezes é preciso levar um solavanco para só então cair na real.

O Náutico teve que levar dois gols para começar a reagir. Que isso não se repita mais, sob pena de gerar um desgaste geral junto à torcida. Sei que temos jogadores como o atacante Felipe e os meias Cristian e Acosta para estrear, mas ritmo de jogo e entrosamento não são imediatos.

Agora é fazer fé no Náutico diante do rival Sport e apostar numa postura muito mais aplicada e atenta da equipe, durante os 90 minutos. Independente do resultado, o Timbu precisa sair do marasmo e estrear de vez na temporada 2007.

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