Tempo de reação

Por: José Gomes Neto

A reabilitação do Timbu no Brasileirão 2008 foi bem ao estilo Náutico. Muita emoção e sofrimento que o time proporcionou aos torcedores para que, enfim, a vitória voltasse a fazer parte do cotidiano alvirrubro nesta competição. O fato de a equipe concluir a fase de ida fora da zona de rebaixamento, ou seja, na 15ª posição, com 21 pontos e seis vitórias, é uma motivação a mais para que esta desestabilização não se repita agora nos 19 jogos restantes.

Vale ressaltar que os jogadores estiveram acesos em campo. Diferente de outras jornadas. Apesar de toda limitação técnica por parte de alguns atletas, a superação foi a marca registrada nestes 90 minutos diante do Santos. Isso sem falar na reestréia do treinador Roberto Fernandes. Com uma leitura mais apurada de futebol praticado neste século, ele propiciou nova vida ao limitado grupo alvirrubro.

Mas não é por conta desta vitória que tudo mudou do vinagre última para o vinho de qualidade. Ainda existem muitas falhas para serem corrigidas. A começar pelo goleiro Eduardo. Definitivamente, ele não atravessa uma boa fase. Além daquela bola em que ele conseguiu largar, no ar, sozinho, que quase acaba em gol, durante o primeiro tempo, ele permitiu que o Peixe empatasse a partida nos minutos finais do jogo. Ainda bem que o atacante santista errou a cabeçada. Ainda bem…

Outros jogadores também precisam melhorar em fundamentos básicos. O meia Fabiano Gadelha anda fora de forma e não acrescentou muito ao setor. Os atacantes Felipe e Gilmar precisam ter mais espírito de grupo e partilhar as chances, quando necessário. Mas também é fundamental que saibam concluir as oportunidades com mais competência, pois é de bola na rede que se fazem os resultados positivos.

O aspecto psicológico estava pesando mais do que o técnico no Náutico. Ficar oito rodadas sem vencer não gera nenhum benefício na psique dos atletas. Digo isso porque não vejo nenhuma equipe que seja assim tão superior tecnicamente às outras. Para ser mais específico, até mesmo o atual G-4 da Libertadores não foge a esta lógica. Muito menos o G-4 do rebaixamento. O diferencial está em concluir as chances de gols nas partidas.

Porém, não posso deixar de registrar que a culpa por toda a turbulência fora provocada, única e exclusivamente, pela atual diretoria de futebol do Clube Náutico Capibaribe. O não planejamento para esta temporada está causando sérios problemas que acarretaram na vertiginosa queda do time na classificação da Primeira Divisão. Não estou aprovando o fato de terem contratado tanto jogador da lateral e meio-de-campo, e até aqui não acertar em um único lateral canhoto, por exemplo.

Quanto à torcida do Náutico… Bom, isso sim é que é exemplo de perseverança. Um time que não vencia há oito jogos colocar no estádio um público de quase 14 mil espectadores, não é para o bico de qualquer time, não! Quero ver falarem mal do torcedor alvirrubro. Ou é falta de conhecimento ou má fé mesmo, além de desinformação total do que anda acontecendo nesta Série A.

Agora é encarar o Goiás de Romerito e companhia dentro do Serra Dourada com vontade de ganhar. Por sinal, este será o primeiro adversário direto na luta para fugir do rebaixamento e, depois, a conquista de uma vaga na Sul-americana.

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