Vitória de virada é sempre instigante

Por: José Gomes Neto

Recife, 26 de Outubro de 2006

Vitória de virada é sempre instigante. Eletriza a torcida, dá a confiança necessária para que o time se perceba competitivo e apto a se classificar e atingir o objetivo traçado no início da competição. Ainda mais quando ocorre estréia de treinador. Nesta reta de chegada da Série B, o Náutico mostrou que é candidato forte para voltar à divisão de elite no próximo ano. Dos seis jogos restantes, três serão nos Aflitos e os outros restantes fora do Recife. Chegou a hora de o Timbu provar que está credenciado não apenas a subir de divisão, mas de candidatar-se ao título da competição.

O técnico Hélio dos Anjos é pé-quente e entende do riscado. Basta observar as substituições “óbvias” realizadas no decorrer da partida. Cada jogador de acordo com a sua posição. O Marília até que se mostrou um bom páreo, mas não conseguiu dobrar um Náutico aguerrido, competitivo, valente e obstinado. Com fome de gols, mesmo não concluindo com a devida competência as ‘n’ oportunidades criadas durante os 90 minutos da primeira decisão rumo ao Brasileirão 2007. Mas ao final o que interessa foi feito: Náutico 2×1 Marília.

Para a segunda decisão, diante de um Coritiba provavelmente no limite, em pleno Couto Pereira. Quero dizer: num jogo onde somente a vitória interessará ao time paranaense para continuar na briga, e a depender apenas do próprio futebol para chegar entre os quatro. A partir de agora, não vencer significa ficar para trás. Não há mais tempo para lamentar. Aliás, isso será tudo o que restará ao perdedor.

Ao conquistar 15 vitórias em 32 partidas, e somar 52 pontos, o Náutico se credenciou a poder definir a sua sorte dentro do Eládio de Barros Carvalho. No caso de vitória diante do Coxa, o Alvirrubro terá a grande chance de fazer o que muita gente não aposta: decidir nos jogos subseqüentes a sua classificação diante de São Raimundo e Gama, respectivamente. O carimbo no passaporte à Série A viria (ou virá) com três rodadas de antecedência.

Diferente do prognóstico negativista (e até mesmo anti-Náutico) da maior parte da imprensa local, que vislumbra mais uma catástrofe do Náutico numa competição nacional, é preciso levantar a bandeira do otimismo e de que não existe nada de impossível num acesso do Clube Náutico Capibaribe.

A estes abutres de plantão, muito cuidado! Subestimar uma agremiação que tem uma torcida fiel como o Náutico não pode ser tripudiada por meia dúzia de palermas que adoram falar, escrever e veicular apenas o que de ruim acontece com o Náutico. É só lembrar aqui o que não fora dito por nenhum destes facínoras: na fase de classificação da Série B 2003, o Náutico teria que ganhar os quatro jogos finais restantes, sendo São Raimundo e Gama, nos Aflitos, e Remo e Botafogo fora do Recife. A equipe venceu os quatro compromissos, classificou-se ao quadrangular semifinal da competição e calou a boca do ex-treinador (sic) Édson Gaúcho e de muitos abutres da imprensa local. “Contra fatos até há argumentos, contanto que sejam contra o Náutico!”.

Mais uma vez, convoco desde já o torcedor alvirrubro para manter a corrente positiva rumo à Primeira Divisão do futebol nacional. Só depende da gente e o nosso dever é apoiar o Clube Náutico Capibaribe. O resto ou é contra ou é mero oportunista.

Náutico acima de tudo!

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