Seja no colegial, no trabalho ou até mesmo em clubes de futebol, os novatos sempre sofrem com as brincadeiras dos veteranos. E no Náutico não poderia ser diferente. Contratado para ser a solução da lateral-esquerda alvirrubra, Jefferson começa a sentir na pele os efeitos de entrar em um grupo onde o apelido é praticamente um ritual de iniciação. O lateral transformou-se em um dos alvos prediletos dos companheiros nas brincadeiras.
No entanto, ainda existe uma divergência sobre qual o apelido se encaixa melhor com a fisionomia do atleta. Enquanto uns o chamam de Beto Barbosa, outros acreditam que Jefferson é o clone do cantor Amado Batista. Alheio a polêmica dos companheiros, o lateral espera repetir no campo o mesmo sucesso que os cantores conseguiram na musica.
- Falam que eu sou parecido com Beto Barbosa e com o Amado Batista. Mas eu não ligo para isso, não. Espero conseguir no Náutico o mesmo sucesso que eles conseguiram cantando.
Questionado se a aporrinhação dos amigos lhe tirava do sério, Jefferson afirmou que as piadinhas são uma forma de demonstração de amizade.
- Fico feliz porque se brincam comigo é porque gostam de mim. Acredito que isso ajuda o ambiente ficar mais leve.
Já habituado com o ambiente, o volante Derley é hors concour quando o assunto é perturbar o próximo. Questionado se o companheiro parecia com Amado Batista, o volante garantiu que um é a cara do outro.
- Parece para caramba. O apelido já pegou, tem vezes que os caras começam a cantar a música lá. É bacana. É a nossa forma de ambientar melhor os novatos.
Já o zagueiro Marlon preferiu não entrar na questão. Apesar de gostar do humor do grupo, o defensor prefere acompanhar as brincadeiras de longe.
- Rapaz, esse grupo é meio engraçado, né. Os caras têm uma facilidade pra botar apelido nos outros que é impressionante. Mas eu não vou me meter nessa história não. Prefiro ficar só rindo, fico na minha quietinho.
Por: Elton de Castro/Globo Esporte Recife
Foto: Agência Náutico