Manifesto de Conselheiros Alvirrubros

Como torcedores do Clube Náutico Capibaribe, estamos indignados com a arbitragem do último domingo. Os erros do juiz foram decisivos para a nossa derrota, conforme demonstramos a seguir:

1. Aos 9 minutos de jogo, o juiz cometeu, em um só lance, três erros graves: não marcou o pênalti em Elicarlos, não deu o cartão amarelo para o jogador do Sport que cometeu a infração e ainda puniu o nosso jogador com o cartão. O comentarista de arbitragem e ex-juiz Waldomiro Matias foi categórico ao afirmar que só as pessoas que desconhecessem a Regra 12 do Futebol poderiam ver o lance e dizer que não foi pênalti;

2. Aos 17 minutos, o juiz não expulsou o lateral Renê, do Sport, que, já tendo cartão amarelo, deu uma voadora em João Ananias. O treinador do Sport, Mazolla Júnior, atestando o erro do juiz, imediatamente substituiu o jogador;

3. Marcelinho Paraíba recebeu cartão amarelo no início da partida, por ter segurado um jogador do Náutico. Posteriormente, cometeu infração semelhante, mas não foi punido com o segundo cartão;

4. Na primeira falta que cometeu em toda a partida, Elicarlos foi expulso. Não havia justificativa para a aplicação do cartão amarelo, pois foi uma falta absolutamente normal. Como nosso atleta já tinha sido punido injustamente, quando da aplicação do primeiro cartão pela “suposta” simulação no lance do pênalti, ficamos duplamente prejudicados, tanto por ficar o restante da partida com um jogador a menos, quanto para o segundo jogo, por tratar-se de um jogador importante;

5. O jogador Jael simulou um pênalti e não foi punido com o cartão amarelo. Como já tinha recebido o primeiro, deveria ter sido expulso;

6. Agindo de forma semelhante ao que fez no confronto anterior entre o Náutico e o Sport, o jogador Rivaldo atingiu maldosamente nosso atleta Souza, sem sequer ser advertido pelo árbitro;

7. O nosso atleta Derley também merecia ter sido expulso, mas o juiz, aquela altura, já não tinha autoridade moral para puni-lo.

Em face ao exposto acima, fica claro que o Náutico perdeu a partida, não para o Sport, e sim para o juiz do jogo. No entanto, o que mais revolta é ver a maioria da imprensa pernambucana distorcendo os fatos e minimizando os erros do juiz, tentando iludir o torcedor ao passar a imagem de que a arbitragem foi boa, com falhas normais. O mais tendencioso de todos, Carlyle Paes Barreto, chegou ao cúmulo de dizer que o único erro grave de Ricardo Tavares foi não ter expulsado Derley.

As declarações de Gustavo Dubeux e Guilherme Beltrão durante toda a semana, levantando suspeitas contra o Presidente da FPF e do árbitro Ricardo Tavares, foram decisivas para a péssima atuação do juiz que, no mínimo, comprovou que é frouxo.

Todos os cidadãos de bem que assistiram ao jogo ficaram envergonhados e estarrecidos com a calamitosa arbitragem de Ricardo Tavares. A prova disso é que a torcida do Sport, que sempre comemora as vitórias de forma ruidosa, com muito estardalhaço e tocando buzinas, dessa vez ficou quieta.

O histórico de fatos, no passado recente, sempre beneficiando o Sport, deixa-nos bastante apreensivos. Exemplos é o que não falta. Quem não se lembra de:

a) Que no jogo Petrolina x Sport, o jogador Jael, antes de ter assinalado o tento da vitória e já estando punido com o cartão amarelo, ter chutado a placa de publicidade ao perder um gol, e não ter recebido o cartão. Ressalte-se que, para esse tipo de lance, não cabe interpretação do juiz, o cartão é devido e, portanto, o jogador deveria ter sido expulso. E o time do Petrolina teve um jogador expulso no início do segundo tempo. O árbitro não foi punido pela Federação;

b) Gustavo Dubeux ter reconhecido que o Sport, este ano, não foi prejudicado por erros de arbitragem em nenhum de seus jogos;

c) Guilherme Beltrão ter criticado a Federação, por ter punido o bandeirinha do jogo Salgueiro x Náutico que, no finalzinho da partida, marcou uma falta inexistente contra o Náutico, quando, na verdade, o atleta do Salgueiro escorregou a uma distância de quase um metro do nosso jogador. A cobrança da falta redundou no gol da vitória do Salgueiro. O mesmo diretor do Sport ficou indignado porque a FPF puniu o bandeirinha do jogo Petrolina x Náutico, que errou na marcação de cinco impedimentos consecutivos contra o Náutico. É de se ressaltar que eram todos lances de real perigo de gol;

d) O Sport ter influenciado a Federação na mudança do jogo do Santa Cruz contra o Salgueiro, para que o mesmo seja disputado na segunda-feira, quando o lógico seria o jogo ser realizado na terça-feira à tarde, por ser feriado (Dia do Trabalho).

e) No ano passado, o Sport ter banido do futebol pernambucano o árbitro Antonio Hora Filho, pelo simples fato dele não ter marcado um suposto pênalti a seu favor, contra o Náutico, apesar das imagens mostrarem que o pênalti de fato não ocorreu. Nesse jogo, o juiz marcou um pênalti, a favor do Sport, em falta ocorrida fora da área;

f) Como o Sport chegou ao G4 no ano passado, com a sinistra contratação de Maurício Simões pelo Campinense – que estava com 4 folhas de salários atrasadas e quase falido -, da queda vertiginosa do Central e com jogadores do próprio Clube levantando suspeitas de que colegas estariam fazendo corpo mole. Estranhamente, ao final do ano, o presidente do Central disse que o Clube tinha fechado o exercício no AZUL;

g) Alice Pena Júnior, na final do campeonato pernambucano de 2010, não ter marcado um pênalti claríssimo de Daniel Paulista em Carlinhos Bala, no início do jogo, e ainda mostrado cartão amarelo ao nosso jogador, mudando o rumo da partida;

Tudo isso vem ocorrendo nas barbas das nossas autoridades, que assistem a tudo inerte, sem nada fazerem. Essas coisas estão afastando os homens de bem do futebol, pois, com toda essa podridão, ainda somos chamados de otários e chorões. Resumindo, não vale a pena ser honesto no futebol de Pernambuco.

Nossa proposta, como conselheiros, é que o Náutico não participe dos campeonatos pernambucanos de 2013 e 2014 ou, se formos forçados a participar, por conta de contratos com a TV e com os patrocinadores, os disputemos com o time de juniores para servir de laboratório, enquanto nosso time titular concentrará seus esforços apenas na disputa do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa do Nordeste.

Saudações alvirrubras.

Conselheiros Indignados

10 respostas a Manifesto de Conselheiros Alvirrubros

  1. Guga disse:

    Não precisa sair nem colocar os juniores. Na minha opinião, devemos utilizar o pernambucano como uma pré-temporada. Reune o time na primeira semana do ano, leva os caras pro interior três, quatro semanas e, enquanto isso, começa o jogo com a garotada do CT. Depois, vai colocando o time principal nos jogos na capital (como se fossem amistosos com tempero de clássicos), se empenhando na copa do Brasil e, se, ainda assim (é possível), chegarmos entre os quatro finalistas, estaremos em melhor forma física e técnica que os demais e, aí, é só botar pra quebrar. Se não der, reavalia o time e inicia, oficialmente, a temporada no brasileirão.

  2. Bruno Marinho disse:

    Time de juniores em 2013

  3. Bita disse:

    Senhores, um fato lamemtável ocorreu no último sorteio da arbitragem para os jogos de volta das semifinais. Um torcedor, desconfiando do peso das bolas, propôs que o sorteio fosse no cara ou coroa. Quase foi linchado pelo tal de Salmo Valetim (ou VALENTÃO). Que ficou nervosinho quando o tal torcedor disse que iria buscar uma balança para pesar as bolas. Pois bem, como perguntar não ofende, pergunto: 1) por que a comissão não aceitou o cara ou coroa? 2) por que se realizou um único sorteio para os dois jogos, quando o correto seria um sorteio para cada jogo, só assim poderíamos verificar o peso das bolas. 3) por que a bola 23, de Ricci e Rufino Filho, caiu duas vezes em primeiro lugar – entre as quarenta e entre as duas – será que estava mais pesada que as outras? Então, no próximo sorteio envolvendo o Náutico, vamos marcar presença, com balança de precisão e bolas não viciadas, para dar um basta nessa roubalheira na FPF, que já começa com a escolha prévia dos árbitros “ladrões”, que interferem diretamente no resultado do jogo, como foi o caso do último domingo, onde um larápio nos roubou dentro da nossa casa e depois nos chamou de mentiros e mau caráter, saindo, depois do assalto, escoltado pela polícia. Ou seja, uma completa inversão de valores, onde o “ladrão” rouba o que é seu e ainda é protegido pelo estado. SOLUÇÃO PARA ISSO? BOICOTAR O CAMPEONATO PERNAMBUCANO DE 2013, COLOCANDO O TIME DE JUNIORES PARA DISPUTÁ-LO, ATÉ QUE FPF TOME VERGONHA NA CARA.

  4. Bita disse:

    Amigos, durante anos e anos estamos sendo roubados por essa máfia que se apoderou da FPF. Basta de legitimarmos títulos conquistados nos bastidores da federação. Para que participar dessa maracutaia, quando já sabemos quem vai ser campeão? Nesse esquema nojento, em dez títulos disputados, eles deixam a gente ganhar um e o santa outro, enquanto o protegido da FPF ganha oito. Isso é uma vergonha. Alguém tem que tomar uma atitude drástica urgentemente. Isso tem que partir do nosso presidente, que tem que ser homem o suficiente para peitar esses marginais que tomaram conta da FPF e da Comissão de Arbitragem. Qual a solução? TIME DE JUNIORES EM 2013.

  5. Marco disse:

    Esta carta realmente sintetiza o sentimento e decepção com o futebol pernambucano de 100% dos alvirrubros, e aliado a isso, ainda há a questão da violência nos estádios e fora dele. A consequência disso em breve, serão os estádios cada vez mais vazios e torcedores passarão a torcer por clubes de fora do estado e do Brasil tb.
    TEM QUE HAVER ALGO DE IMEDIATO CONTUNDENTE E MARCANTE COM REPERCURSSÃO NACIONAL, SENÃO AMANHÃ, TUDO OCORRERÁ NOVAMENTE, COMO FORAM TODOS ESTES ANOS !!!

  6. Mário disse:

    Saudações!Seria melhor formar time A e time B, já que o clube geralmente tem um plantel de mais de 20 jogadores.
    Quanto ao jogo de domingo, desejo força aos jogadores e que consigam a vitória!

  7. Rogerio Franz lins disse:

    Concordo em jogar com juvenil, vamos acabar revelando jogadores e tem que ter o aval da torcida para nao ter aa cobrança forçando a roer a conda, Obs. nao e so de agora desde 1975, se nao fizerem nada onautico vai.fecjar por.falta. de socio

    p

  8. alexandre oliveira disse:

    ISSO ACONTECE TODO ANO, O ANO PASSADO ATÉ O TECNICO DO CENTRAL ELES TIVERÃO QUE COMPRAR, PARA PODER SER SEMI-FINALISTA, SE NÃO TOMAR UMA ATITUDE QUE TENHA REPERCUÇÃO NACIONAL, NADA VAI ADIANTAR. COMO É QUE UM IMBECIL REPRESENTANTE DA FPF. DA UMA DECLARAÇÃO DESSA, E NINGUEM FAZ NADA, PELO MENOS ESCULHAMBAR COM ESSE SAFADO NA IMPRENSSA, PARA QUE TODOS SOUBESSEM O CARATER DESSE CANALHA, EU TIRAVA O TIME DO CAMPEONATO O PROXIMO ANO, QUALQUER PUNIÇÃO SERIA MENOR QUE O SOFRIMENTO DOS ALVIRUBROS , TODOS OS ANOS.

  9. Bosco disse:

    Sair do Campeonato Pernambucano e’ proposta
    complicada, como repercussōes financeiras, tecnicas e legais muito grande. Agora, que algo precisa ser feito não tenha duvida. O episodio do Central o ano passado deve ser investigado. Porque não entramos com
    uma ação na Justiça Esportiva para investigar aquele caso? A pressão desses Conselheiros com
    Advogados Alvirubros podem iniciar uma investigação seria daquele episodio.

    • Renato disse:

      Concordo plenamente com a resposta do Alvirrubro Bosco, pois sair do Campeonato Pernambucano é uma tarefa deveras complicada com consequecias que podem vir a prejudicar o nosso CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE. Com tantas evidencias de desonestidades e cambalachos, poderia ser criada uma comissão Pequena e Competente, para no mais rápido tempo possivel levantar as mais graves Corruções e entrar com ações na Justiça Desportiva. O episodio do Central o ano passado deve ser o primeiro e Muitos outros como no caso do sport ter banido do futebol pernambucano o árbitro Antonio Hora Filho, pelo simples fato dele não ter marcado um suposto pênalti a seu favor, contra o Náutico, apesar das imagens mostrarem que o pênalti de fato não ocorreu. Nesse jogo, o juiz marcou um pênalti, a favor do Sport, em falta ocorrida fora da área. Muito e muitos casos devem ser levados a Justiça para que os responsáveis sejam Punidos e Divulgados a nivel
      Nacional.

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