O aposentado Miguel Alves completa 80 anos no próximo dia 24 e de presente dos filhos ganhou uma viagem ao Recife para visitar o Náutico. Ele foi volante no time que tinha Valdemar no gol, Caiçara, Lula, Zequinha, Givaldo, Douglas, Valter Vieira, Geraldo, Airton e Elias. Seu Miguel veio do Amazonas e recebeu o convite para fazer um teste no amistoso contra o Santos de Pelé. O técnico uruguaio Ricardo Dias aprovou o futebol de Miguel, que jogou profissionalmente apenas pelo Náutico. Na estreia atuou na ponta direita. A partida contra o Santos terminou em 1 x 1, com Mozarzinho marcando para o alvirrubro.
São muitas histórias, num momento de pura nostalgia para seu Miguel. Ele visitou o museu do Clube, reconheceu fotos e a taça do título de 1961. O gol mais importante da carreira marcou na Ilha do Retiro, contra o Sport. O gol olímpico numa cobrança de escanteio ficou na memória. “Corria um vento forte no estádio e eu me aproveitei da situação para marcar o gol”, relembra Miguel. No gramado dos Aflitos o coração bateu mais forte. “Veio um filme na minha cabeça, mesmo com tanta mudança no estádio. É uma emoção indescritível”. Seu Miguel parecia um menino, correu, chutou algumas bolas em direção ao gol. A alegria ficou completa ao receber uma camisa oficial e um dvd do Clube que ele nunca esqueceu, nem mesmo no Rio de Janeiro, para onde mudou-se em 1962. Foram 50 anos longe do Recife, mas muito próximo do Náutico movido por um amor incondicional.
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A mudança foi radical. Seu Miguel lembra que ser jogador de futebol naquela época não tinha badalação como hoje. O pai logo mandou trocar de profissão. A cinco dias do casamento, a noiva que levou do Recife acabou o romance. Ainda jogador do Náutico perdeu uma namorada que não aceitava o fato dele ser jogador. No entanto, seu Miguel não se arrepende de nada. A paixão alvirrubra sempre foi mais forte. Ele acompanha a trajetória do Náutico pelos jornais e pela tv. “Assisti em casa as duas vitórias no Brasileirão. A melhor foi contra o Botafogo. Esta eu vou zoar com meus vizinhos botafoguenses chatos”, garante com um sorriso largo. No Rio passou a simpatizar o Bangu, pelo simples detalhe do padrão ser idêntico ao do Náutico. Só que time de coração mesmo é o Timbu.
Na sede fez novos amigos. Agradeceu o empenho da assessora da ouvidoria Maura Regina, abraçou torcedores contemporâneos que, diariamente jogam dominó na sede e contou “causos” de uma época do futebol romântico. Seu Miguel explica que a paixão pelo clube tem explicação. “Aqui fui bem tratado, havia companheirismo e tenho um carinho especial pelo seu Wilson Campos, que teve comigo uma relação de pai para filho. A homenagem a ele no Centro de Treinamento é mais do que justa”, reconhece.
Seu Miguel se despede emocionado, mas sem dizer adeus. O desejo dele agora é voltar ao Recife no próximo ano e estar presente na estreia do Náutico na arena. “Sempre que tiver oportunidade quero estar aqui, me sinto em casa e muito feliz”.
Por: Simone Vilar/CNC
Foto: Simone Vilar
Iniciativa muito boa deste site para relembrar os grandes valores que o Nautico teve no passado.
Esses foram os verdadeiros jogadores de futebol que o Clube Nautico Capibaribe teve ao logo de mais de 100 anos de vida. Homens que honraram a camisa vermelha e branca de fato. De resto desejo ao Sr. Miguel muita saúde, além de muitos e muitos anos de vida.
Saudações alvirrubras.
estamos de braços abertos,saudações alvirrubras seu miguel!!!!
Áí seu Miguel. ssaudações alvirrubras.
As) Carlos Serrano.
Esse é o verdadeiro sentimento de família alvi rubra.
Com certeza o náutico tem muitos heróis do tipo Seu Miguel.
Pena que não o vi jogar
Sigam o exemplo de Miguel seus alvirubros de meia tigela.