Por ROBERTO VIEIRA
1977.
Fui nadar no Náutico.
Saía do inglês, pegava um ônibus e chegava pra aula com Eduardo.
Meu clube do coração.
Na quadra ao lado da piscina olímpica, pelada.
Kléber, Milton, Gil Vicente, Fittipaldi, Roberto Luciano, Sebastian.
O velho estádio testemunhava os gols.
E depois dos gols, as braçadas.
Ninguém era um atleta fantástico.
Mas éramos felizes em nossa Abbey Road.
Formamos um conjunto imaginário.
Eu, Gil e Roberto Luciano compusemos canções.
De vez em quando, jogo.
Campos.
Marião.
Chico Explosão.
Colecionando discos comprados do Sêbo do Rogério.
Sonhando com peneira, o nado peito e Sgt. Peppers.
Um dia, tudo se foi pela primeira vez.
A idade adulta separou os amigos.
Ficou apenas aquele velho estádio.
A lembrança de um tempo que não volta mais.
Mas o coração tem o dom de transformar memória em imortalidade.
Os Aflitos são destas coisas eternas pra mim.
Pois os Aflitos e os amigos.
Como dizia Brant e Milton;
Como cantava o 14 Bis.
Os Aflitos é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito.
Mesmo que o tempo e a Arena.
Digam não…
ESTOU MUITO PREOCUPADO COM ESTA MUDANÇA, POIS ACREDITO QUE COM A FALTA DE PROFISSIONALISMO QUE IMPERA NO CLUBE, ELA SERÁ OU NOSSA REDENÇÃO OU O NOSSO APEQUENAMENTO DEFINITIVO.
O sentimento é de perda mesmo: UMA DOR DANADA!
Ja esta começando a bater uma saudade imensa, angustia, sentimento de perda incrível. Porém, para nosso crescimento, sigamos….