ELOGIO

Não tem vida fácil. O grupo de jogadores do Náutico começou a pré-temporada no dia 03 de janeiro e segue um planejamento baseado no condicionamento físico aliado à prevenção de lesões. Os resultados refletem a dedicação do elenco. “É digna de elogio à entrega dos atletas. Tivemos poucas queixas até agora”, comemora Elliot.

Os quatro jogadores entregues ao departamento médico no início de temporada têm explicação. Departamento médico e preparação física entendem que Alemão, Elicarlos e Jean Rolt estão entre os que apresentam um histórico de lesões. No caso de Alemão, a dor na região do músculo adutor vinha desde o ano passado. O jogador chegou a ser poupado dos treinos para fazer trabalhos específicos com a fisioterapia.

Elicarlos desfalcou o time numa sequência de partidas importantes com lesão grave também no adutor. Jean Rolt sofreu uma entorse no joelho no jogo contra o Bahia. A contusão de Bruno Collaço é um caso à parte. Em um treino com bola, o jogador levou um chute e o trauma provocou inchaço. No treino desta terça-feira o lateral esquerdo tentou participar das atividades, mas voltou a sentir. O médico Henrique Marques acredita que com a redução do edema o jogador não deverá sentir mais dores e voltará normalmente aos trabalhos com o grupo.

A partir da próxima semana, o preparador físico Elliot Paes comanda trabalhos específicos para os jogadores. Com base na avaliação física e dos testes do Functional Moviment Screen, realizado por fisioterapeuta Ricardo Vidal, a ideia é trabalhar as deficiências de cada atleta. “O FMS desenvolvido nos EUA e aplicado não só nas equipes da NBA como também nos clubes da Europa e alguns do Brasil consiste numa avaliação científica e vai nos ajudar muito. O resultado dos nossos trabalhos também serve de referência. A ideia é trabalhar os pontos onde os jogadores apresentaram alguma deficiência”, explica Elliot Paes que esclarece ainda como é feita a programação semanal. “você trabalha estímulos e cada grupo requer um tempo de recuperação. Por exemplo, se você faz um coletivo é necessário 12 horas de recuperação, um jogo 48 horas, portanto, as folgas visam o descanso dos estímulos trabalhados com os atletas e para que eles voltem inteiros para a sequência do trabalho.”

Por: Simone Vilar/Imprensa Náutico
Foto: Simone Vilar

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