Enquanto a diretoria do Náutico procura o treinador que irá substituir o técnico Alexandre Gallo, o novo técnico do sub-20 da Seleção Brasileira deixará saudade nos Aflitos. Gallo foi o comandante da onda de otimismo que invadiu os Aflitos após a permanência na Série A do Brasileiro e a classificação para a Sul-Americana, um feito para o Timbu, já que há 44 anos os alvirrubros não disputam uma competição internacional.
- Gallo deixou a sua história no clube, teve uma passagem marcante, principalmente com a classificação do time para a Sul-Americana. É um grande treinador, um grande homem, mas não deve ser o único, então estamos procurando um substituto. Estávamos acostumados com ele, mas fazer o que? Agora é encontrar outra pessoa que se encaixe com esse grupo de atletas – comentou o presidente do clube Paulo Wanderley.
Gallo chegou nas semifinais do Pernambucano do ano passado, substituindo Waldemar Lemos no comando da equipe. Foi desclassificado pelo Sport, mas acabou se vingando na última rodada do Brasileiro, quando bateu o rival por 1 a 0, rebaixando-o e classificando a sua equipe para a Sul-Americana. Reformulou o elenco do estadual apostando em novidades que deram certo, como o atacante Rhayner, o lateral Douglas Santos e o volante Martinez. Teve rusgas com o volante Souza no início do trabalho, quando o então titular de Lemos perdeu a vaga no time, gerando críticas do jogador. O problema foi contornado internamente e resultou na volta de Souza entre os 11, para ser um dos pilares da equipe.
Mas nem todas as contratações e apostas vingaram, como os laterais Lúcio e Alessandro. Veterana, a dupla não conseguiu manter a titularidade, ficando na reserva a maior parte da temporada. Lúcio chegou a fazer um motim no vestiário e pediu dispensa do clube, acusando o treinador de receber dinheiro para escalar atletas . Gallo prometeu processar o ala, mas acabou “esquecendo o caso”. O atacante Rico também foi outro que criticou a postura de Alexandre Gallo diante do grupo e saiu antes de terminar o Brasileiro. Alessandro e o meia Breitner também reclamaram da frieza do chefe em não explicar a falta de chances para jogar.
Em campo, teve um retrospecto razoável, mas eficiente, com 15 vitórias, nove empates e 18 derrotas. Número inferior a sua primeira passagem pelos Aflitos em 2010, quando foi vice-campeão Pernambucano e deixou a equipe na zona de classificação da Série B do Brasileiro. Naquela ocasião foram 21 vitórias, oito empates e 15 derrotas. É o 11º treinador com mais jogos pelo clube, juntando os dois períodos, com 87 partidas.
Sai pela porta da frente, como fez questão de frisar na despedida do clube, em resposta a fama que tem em Pernambuco de deixar o time na mão quando recebe uma proposta melhor. Assim foi acusado quando foi campeão estadual pelo Sport, em 2007, e aceitou uma oferta do Internacional. Caso repetido em 2010, quando se queixou de salários atrasados no Náutico e pediu demissão quando o time estava no G-4, resultando na quase queda alvirrubra para a Série C.
- Espero que as pessoas entendam que foi uma oportunidade irrecusável, um grande desafio e um sonho para qualquer treinador. Só tenho a agradecer ao Náutico e se isto está acontecendo é com a ajuda das pessoas do clube. Saio pela porta da frente – disse o treinador que se apresenta a CBF nesta quinta-feira.
Por: Globo Esporte
Foto: NauticoNET
concordo plenamente com o AMB,e sem duvida,
houve uma mudança de mentalidade,pois viamos
atitudes amadoristicas na tomada de soluçoes
e na maneira de dirigir o clube.
o nautico mudou,buscando a modernidade e ho
je um clube respeitado no cenario nacional e
creio,se mantiver este trabalho,sera dentro
de pouco tempo o maior clube do nordeste em
estrutura.manter o foco e as diretrizes esta
belecidas e o nautico,com certeza,ira orgu
lhar e muito sua imensa torcida.
Tenha paciência , tudo bem não é um tecnico ruim , mas “fez história” é demais vamos respeitar Ênio Andrade,Duque,Murici,Orlando Fantoni que foram de fato campeões.
O que Gallo ganhou para isso?
A primeira passagem nos deixou na porta da série C.
Na segunda com um orçamento recorde na história do CNC, apenas livrou o rebaixamento na penúltima rodada e conseguiu um 12° lugar. Vamos pensar grande.
Na minha opinião Gallo vai fazer mais falta como “gerente” do que como técnico. Ele exercia um papel importante na mudança de mentalidade da diretoria que passou a atuar com mais profissionalismo.