Nas décadas de 40/50 e 60 o remo de Pernambuco viveu o seu auge. Podemos até dizer que os melhores remadores foram dessa época. Os campeonatos eram disputados com um calendário permanente onde as quatro primeiras regatas eram uma espécie de preparação para a decisão do campeonato na última regata, normalmente disputada no mês de novembro e algumas vezes no começo de dezembro.
Os presidentes da Federação de remo eram torcedores, porém isentos e administravam sem paixões. As regatas eram disputadas com rara beleza. Garotas, jovens se reuniam nas regatas, que ocorriam sempre aos domingos, inclusive concorrendo com o futebol e as corridas de cavalo.
Nos anos 40, a regata inicial foi soberba. Antes das provas as guarnições desfilaram na chegada, enquanto a banda da Polícia Militar executava o hino Nacional. Por toda momento o frevo era executado e a cada prova vencida por um dos participantes, era saudado com hino do clube. Não se tem registro nessas décadas de desistências de Náutico, Sport ou Barroso. Naquele tempo, ao contrário dos anos 70 até 2008, os clubes preparavam seus atletas, ao e não procuravam, com o oferecimento de empregos em projetos do governo Federal, no caso aqui em Recife, o projeto navegar, levar os atletas para as suas hostes. Além do mais o clube desfalcado teria de conviver com as falsificações de idades de atletas, num total desrespeito ao próprio atleta e ao clube vencedor, que vencia sem o mérito dos grandes vitoriosos, tudo por falta de transparência nas inscrições, tão diferente da Federação de hoje.
Mais uma regata a ser disputada e mais uma vez iremos competir em todas as nove provas e em algumas com guarnições, “A” e “B “. Vamos para a luta procurar solidificar os pontos necessários para a conquista do tricampeonato.
Até que o flamengo, assessorado por algum incauto, sem personalidade e de mente retrógada, tentou nos levar quatro dos nossos melhores atletas no momento, mas a camisa falou mais alto. Passando urubu vai posar nas lixeiras …
Por: LUIZ ANTONIO SOARES DE MELO/Remo Náutico