Antes do treinamento desta terça-feira, uma reunião de cerca de duas horas, entre o elenco e a diretoria, ocorreu no hotel do Centro de Treinamento Wilson Campos. Em pauta, os salários atrasados. Como o tempo é curto até o fim da Série B – após o último confronto, no sábado, contra a Ponte Preta, os atletas entram de férias -, a diretoria foi cobrada a dar explicações e um prazo ao grupo de quando os salários serão pagos. Meta é quitar pelo menos duas folhas abertas para atletas e funcionários. Adiantamento de cotas serão inevitáveis.
O Alvirrubro deve três folhas na carteira de trabalho. A quantia referente aos direitos de imagem tem quatro meses de débito. Em tempo, só às 10h45, os jogadores se dirigiram ao campo de treino – até então, não se sabia se os trabalhos iriam acontecer. No final, só um rachão de 20 minutos foi realizado.
Os jogadores pediram, de início, dois meses pagos para eles e funcionários. Recentemente, o goleiro Júlio César revelou que vários empregados com teto salarial até R$ 1 mil estavam na mesma situação.
- Os jogadores deixaram claro que eles queriam, no mínimo, dois meses de salários completos. Incluindo os funcionários. Até sexta-feira teremos esse recurso. Não sei se o recurso vai dar para os dois meses. Temos de cumprir, no mínimo, dois meses – disse o diretor de futebol Paulo Henrique Guerra, um dos presentes na reunião, além dos também diretores Lau Júnior e Francisco Avelar e dos dois vice-presidentes executivos do clube, Durval Valença e Gustavo Ventura.
Engenharia
São trabalhadas, no momento, quatro fontes de recurso, segundo Paulo Henrique Guerra: a Arena Pernambuco, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os empréstimos bancários.
A direção recebe uma quantia estabelecida em contrato da Arena Pernambuco dependendo da divisão do clube. E a operação pretendida não é nada fácil. Segundo Paulo Henrique Guerra, a cúpula alvirrubra deseja adiantar a cota máxima, como se estivesse integrado à Série A. Então, num possível retorno à elite, faria uma inversão e receberia o montante relativo à Série B.
Em relação à FPF e à CBF, o diretor explicou que vai solicitar antecipação de uma quantia pequena que o Náutico tem direito.
- Temos nossos recebíveis com a Arena Pernambuco por contrato e tem o empréstimo de alguns bancos. Podemos pegar um pouco dos recursos que temos direito da CBF. E outros que recebemos em dezembro em relação à Copa do Nordeste. O passivo não é nada fora do comum, nada que o Náutico não possa buscar. A Arena garante um valor mínimo para nós na Série B e um pouco maior na Série A. A gente quer que estes valores maiores venham logo para nós, porque, na Série A, outros recursos maiores aparecem.
Por Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto Daniel Gomes
EU SEMPRE FALEI AQUI NOS MEUS COMENTÁRIOS. ESTÁDIO DE FUTEBOL NÃO GANHA JOGO. SE TIVÉSSEMOS FICADO NOS AFLITOS QUE É O NOSSO CALDEIRÃO ESTARÍAMOS EM SITUAÇÃO MELHOR. PERTO DE TUDO, CONDIÇÕES DE TRANSPORTES., ETC. AGORA OS DIRIGENTES DE OLHO NO DINHEIRO DESSA “ARENA MALDITA” , ESTAMOS NO FUNDO DO POÇO. ESSA INSTITUIÇÃO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE, VAI FICAR UM ÍBIS DA VIDA, UM AMÉRICA DA VIDA. É LAMENTÁVEL, TRISTE, VERGONHOSO O QUE VAI ACONTECER. COM O MEU CLUBE DE CORAÇÃO. “SALVEM O NÁUTICO”. SÓ DEUS SALVA ESSE CLUBE.
Só tenho pena dos funcionários do clube, desses jogadores filhos da puta não.
O que Glauber foi fazer nos Estados Unidos?
Acho que ele foi por lá para brincar de trabalhar.
O que me incomoda é este relacionamento com a Arena, que até hoje não sei como é dona deste estadio, se foram recursos federal e estadual que construíram esta obra.E pegar dinheiro futuro para cobrir rombo de hoje, significa mais rombo no futuro.
Eu aposto que tem neguinho por ai ganhando dinheiro às custas desta parceria que fizeram entre o Náutico e essa porcaria de arena.
Com o advento das tais arenas no mundo e que essa doença atingiu o Brasil por causa de uma merda de uma copa do mundo, só contribuiu para acabar ainda mais com o futebol brasileiro.
Os estádios vibrantes se transformaram em verdadeiros teatros, transformando as torcidas em plateias tirando dos jogos as vibrações que o povão fazia transformando os jogos em verdadeiros espetáculos.
O que temos hoje é uma frieza até para comemorar um gol do time que o sujeito torce.
Ele fica ali preso entre quatro cadeiras sem dali pode subir se quer cinco degraus para abraçar um companheiro lá em cima e fazer aquele carnaval na hora de comemorar o gol do seu time.
Mais tudo já foi feito e o processo é irreversível.
QUE SITUAÇÃO E O GLAUBER VIAJANDO.