Lisca virou unanimidade, verdade.
Foi do desconhecido ao além em noventa minutos, fato.
Tudo por causa de uma fábula na Ilha do Retiro.
Muita gente gritando no seu pé do ouvido:
- Muricy! Muricy! Muricy!
O que faz parte do itinerário grego e dramático do futebol.
Vitórias épicas, inesperadas, tabus.
Fazem dos astronautas deuses.
Muricy venceu o Sport em épicos 2×1 no ano de 2001.
Golaço de Adilson povoando lendas.
História contada de pai pra filho em vídeo no youtube.
Mas Muricy não foi o único a ser carregado nos ombros após vitória na Ilha.
Um ano antes.
2000.
Luís Carlos Cruz chegava de Sergipe.
Treinador para a vaga de Mauro Fernandes.
Luís Carlos que havia sido campeão pelo Figueirense.
O Náutico de pires na mão.
E Luís Carlos bate o Leão na Ilha de forma épica.
O jogo foi uma guerra.
O Náutico com um a menos.
(O Náutico não ganhava do Sport desde 1996)
Para festa do gerente de futebol, Edson Nogueira.
Bom.
Luís Carlos calçou salto alto.
Apareceu em Bom Dia PE.
Lançou livro ensinando a ser campeão no futebol.
E sumiu na mediocridade do time de 2000.
Partindo para continuar sua vida em outros clubes.
Muricy, humildemente pegou felinos e cobras nos dentes.
Venceu a tudo e a todos.
Tornou-se dos maiores treinadores de nosso país.
Pergunto agora ao Lisca.
O que Lisca vai ser?
Muricy?
Ou Luís Carlos Cruz?
Vamos descobrir quando se abrirem as cortinas e apagarem a luz…
Por: Roberto Vieira