ULTRAMARATONISTA

Experiência única. Assim pode ser definida a aventura em forma de ultramaratona do atleta do Náutico, Eduardo Neves. Sua histórica participação na 81ª edição da Comrades Marathon (Corrida dos Camaradas), no domingo (1º), o enriqueceu de memórias que ele jamais irá esquecer ao longo de sua vida. Desde o embarque para a África do Sul, até a chegada no Saara Stadium, em Durban, após correr 89 km em 10 horas, 49 minutos e 40 segundos, com mais de 20 mil inscritos. “É algo que irei guardar para sempre. Valeu a pena por cada momento que passei”, atesta o atleta timbu.

A diferença de fuso horário, o inglês macarrônico, a euforia, o receio quanto a alimentação. Se havia obstáculo a ser superado, tornou-se logo em incentivo para desbravar algo novo, inusitado. Apesar da conhecida ansiedade. “Essa expectativa de chegar logo, de me preparar para a largada, e ver se estava tudo certo, me dominou”. Mas, ao final, tudo conspirou a favor. “Até mesmo o ônibus que levava os competidores para a largada era no quarteirão atrás do hotel”, conta.

O seu desembarque no continente africano ocorreu ao meio-dia da sexta-feira (30 de maio), no horário de Durban (são cinco horas a mais em relação ao horário de Brasília). “Cheguei ao hotel, fui à feira da Comrades, no Centro de Convenções, junto do estádio da chegada, o Saara Stadium (estádio de Rugby). No sábado (31 de maio), fui dormir às 20h (local), pois tive que despertar à 1h da madrugada, para me preparar e pegar o ônibus”, relata Eduardo, acrescentando que muita gente se hospeda no local da chegada porque é onde ocorre toda a movimentação em torno da Comrades.

Nos cuidados com a forma e a própria saúde, em evidência a alimentação. “Me informaram que a alimentação era muito apimentada, então tomei o café da manhã no sábado bem básico, acompanhado de pão torrado com queijo para evitar surpresas desagradáveis”.

LARGADA: Km 0

A temperatura esteve em torno de 12º no horário da largada, às 5h da manhã, no horário local, em Pietermaritzburg, que fica no interior da África do Sul. No relato de Eduardo Neves, no decorrer da prova deu uma esfriada. Quanto a altitude do relevo, larga-se a 650 metros acima do nível do mar, sobe-se mais uns 200 metros, e depois desce novamente. “Ao longo do caminho, a temperatura foi amenizando, e o sol apareceu forte mais ou menos no Km 60. A respiração esteve meio pesada, ofegante, até, me peguei respirando abafado”.

No trajeto, a receptividade espontânea é facilmente observável. O engajamento da população sul-africana era contagiante. “Famílias inteiras: homens, mulheres, crianças, todos participando voluntariamente desse evento. As pessoas se sentem parte dele. E além de participarem também incentivam os corredores”, elogia o atleta alvirrubro.

Outro ponto a se destacar foi quanto a diversidade de pessoas. Se até corredores estreantes havia aos montes, imagine veteranos? Gente de todas as idades e partes do planeta, a partir dos 18 anos. Afinal de contas, a Comrades Marathon é uma das mais tradicionais corridas de longa distância do mundo.

CHEGADA: KM 89

A emoção é dominante. Eduardo não sente fome, nem sequer sede. Não aguenta mais comer nem beber nada. Durante a trajetória, são oferecidas frutas, batata inglesa com sal (uma rica fonte de proteína) e outros alimentos variados. “Consegui comer uma laranja devido a preocupação com a desidratação. Ao chegar no estádio, muita emoção, quase não cabia em mim. Foi uma experiência única!”.

BACK TO BACK

Eduardo neves conta que pretende realizar o seu sonho, parte dois: fazer o percurso inverso da Comrades Marathon, em 2015 (que é de 87 Km), e se tornar o primeiro pernambucano a fazer o Back to back. “Quero sim realizar mais este sonho e entrar de vez na história da Comrades como o pioneiro aqui no Estado a realizar essa façanha”, revela, com o mesmo entusiasmo habitual.

Para saber mais detalhes sobre relatos e experiências do ultramaratonista Eduardo Neves durante a Comrades Marathon, por ele mesmo, acesse o arquivo abaixo:

Por José Gomes Neto/Imprensa Náutico

Uma resposta a ULTRAMARATONISTA

  1. JOÃO GREGÓRIO DE ARAÚJO disse:

    ANDERSON SANTANA, 28 ANOS, LATERAL ESQUERDO, FOI JOGADOR DO NÁUTICO.
    ALGUÉM DE VOCÊS PODE ME DIZER O NÍVEL DESSE JOGADOR ?
    RUIM, MEDIANO OU BOM ?
    NUNCA OUVI FALAR DESSE CARA, E O PALMEIRAS QUE SÓ CONTRATA JOGADOR DE EMPRESÁRIO, ESTÁ CONTRATANDO ESSE CARA.

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