Revelação do Náutico em 2007, Lessa tenta reencontrar espaço no futebol

“É difícil me reconhecerem hoje. Até por causa do cabelo, que era grande na minha época de Náutico e hoje está curto. Tem algumas pessoas que olham e tal… Mas demoram muito me olhando, buscando me reconhecer. É diferente daquela época”.

A época em questão nem é tão distante. As lembranças citadas por Anderson Lessa são de cinco anos atrás. Uma das últimas revelações do Náutico, viu a carreira se transformar em tão pouco tempo e já tem o desafio de reerguê-la, com só 25 anos. De férias forçadas, sem contrato com nenhuma equipe, sonha com o retorno ao antigo lar.

Lessa estreou no time profissional do Náutico aos 17 anos. E teve uma ascensão meteórica desde o gol marcado na goleada sobre o Central, por 5 a 0, no Campeonato Pernambucano de 2007. Na temporada seguinte, firmou-se de vez no elenco profissional. Um feito o credenciou entre os alvirrubros: tornou-se artilheiro do Estadual sub-20, marcando 32 gols em 28 jogos. No Brasileiro da categoria, no mesmo ano, chamou atenção. Tamanho o destaque entre profissionais e na base, foi impossível resistir ao assédio.

Ele não sabia, mas estava prestes a viver um sonho no futebol. O Cruzeiro, ainda em 2008, assinou um acordo com o Timbu, que ganhou Carlinhos Bala em troca por 25% dos direitos econômicos de Lessa. O clube mineiro deixou o garoto maturando durante 2009 no Alvirrubro, antes que seguisse para Minas Gerais. Na última temporada, Anderson Lessa teve boas atuações. Obteve destaque no Campeonato Pernambucano. Na Série A, jogou 473 minutos – pouco mais de cinco partidas -, fazendo quatro gols e dando três assistências.

Em janeiro de 2010, enfim, apresentava-se no Cruzeiro como promessa. Nunca é fácil chegar num clube da pompa como o mineiro e se estabelecer. Lutar contra medalhões e ganhar confiança dos técnico. Resultado: não deu certo na Toca da Raposa.

- Não joguei lá porque era opção de Adilson Batista, o treinador. Na época, era eu com meus 20 anos, Kleber Gladiador, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Soares, Guerrón, que tinham sido campeões da Libertadores… Ou seja, só jogadores consagrados. Joguei pouco. Foram só quatro jogos, mas fiz dois gols. Foi uma média boa para um jogador que não era titular. Cresci muito profissionalmente no Cruzeiro.

Não bastassem as batalhas naturais que se sucedem na carreira de um jogador, Lessa teve uma relação muito direta com as contusões. Não foram muitas, mas decisivas em alguns momentos.

Ainda no Náutico, foi apresentado ao futebol profissional com uma lesão na coxa. Recuperou-se. Uma, mais tarde, seria determinante no seu futuro. Tudo começou após empréstimo frustrado para ao União Leiria-POR, em 2010, por falta de pagamento. Sem jogar em Portugal, a saída encontrada pelo Cruzeiro foi encaminhá-lo para a antiga casa. Lessa retornou ao Brasil. Seu destino foi o Náutico.

A expectativa em torno de Anderson Lessa era enorme. A estreia foi no estádio dos Aflitos. Mas o sonho durou pouco – apenas um jogo. Uma nova lesão jogou todo o objetivo de se firmar pelo ralo. Na vitória de 1 a 0 sobre o Figueirense, pela Série B, rompeu os ligamentos do joelho direito e ficou de molho por seis meses. Ali, a carreira começou a desandar.

- As coisas na minha carreira aconteceram de forma muito rápida. Comecei a jogar no profissional do Náutico com 17 anos e já estreei fazendo gol. Com 20 anos tinha sido vendido para o Cruzeiro. A torcida tem uma recordação muito boa minha e não me arrependo de ter ido para o Cruzeiro. Não acho que foi um erro.

Em quatro anos, foram cinco clubes. Anderson Lessa defendeu o Avaí-SC, o Villa Nova-MG, o XV de Piracicaba-SP, o Cuiabá-MT e, por último, o ASA-AL, com quem tinha contrato até novembro, mas, em comum acordo, rescindiu.

- As lesões me atrapalharam. Todo jogador precisa ter uma sequência e, naquela época, eu não tive isso. O problema não foi com ninguém, foi meu. Eu que tinha o problema. Meu rendimento não era o esperado. Em todos os times que cheguei, chegava com nome para jogar, para ser titular. Mas não conseguia.

Anderson Lessa garante que se sente mais forte e confiante. Segundo o jogador, a época das lesões passaram e tudo o que ele precisa é de ritmo de jogo. Os trabalhos de fortalecimento muscular fazem parte da sua rotina.

- Hoje, faço trabalhos de fortalecimento extracampo, faço Pilates e as lesões pararam. Espero dar sequência à minha carreira.

São apenas oito anos de estrada. E é por ser jovem que Anderson Lessa sustenta a expectativa de dar uma guinada na carreira. Uma terceira passagem pelo Náutico está nos planos do jogador, que deseja ficar perto da família neste momento de reconstrução profissional.

- Tenho saudades porque foram seis anos. Desde os meus 15 anos que joguei no Náutico. Já faz cinco anos que estou longe do Recife. Quando estou de folga, em casa, procuro ir no Náutico. Tenho um carinho grande por esse clube e penso em voltar. Estaria em casa, no Recife, na minha cidade. Minha família até brinca comigo, sonhando com minha volta para jogar no Santa Cruz ou no Sport, só para ficar mais perto. Há cinco anos que rodo. Mas, no momento certo, as portas vão se abrir, seja no Náutico ou em outro time.

Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Aldo Carneiro

7 respostas a Revelação do Náutico em 2007, Lessa tenta reencontrar espaço no futebol

  1. MELHOR QUE TADEU ELE É,VAMOS DAR UMA CHANCE AFINAL FOI PRATA DA CASA,FAZ UM CONTRATO DE RISCO.

  2. RAFAEL NÁUTICO disse:

    TA BICHADO.

  3. maria Luiza disse:

    SE estivese jogando bola com bom trbalho não estava sobrado e se oferecendo. Cois boa não está sobrando não! Quando o jogador do nautico está na vitrine todo clube vem buscar e até vai embora pensando que o nautico é como o pai do filho pródigo.

  4. Théo Sabiá disse:

    Duas bostas que iludiram muitos abestados. Esse aí então, insistia em jogar deitado e, invariavelmente, se machucava sozinho. Vá estudar, meu filho, procure outra coisa pra fazer na vida, pois o futebol não é a sua. Ou então vá jogar no Itacuruba.

  5. josé melo disse:

    eram o leso do Lessa e doido do Ciro:nenhum virou nada, entraram na de estrelismo e deu no que deu.

  6. jONH disse:

    paga 1 mil para ele fazer a faxina do campo antigo

  7. Aldo Sá disse:

    Ele e Ciro disputavam as atenções naquela época. Quem era mais promissor?

    Nenhum vingou.

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