ARTILHARIA

Cinco gols em 10 jogos. Se à primeira vista os números do atacante Douglas poderiam ser vistos como normais, uma análise mais aprofundada mostra o quanto o atleta está adaptado ao Náutico. Isso porque, nos dois últimos anos, ele não tinha conseguido marcar tantas vezes como nesta temporada. Sequência que o fez projetar a artilharia da Série B.

- Claro que é um desejo que eu tenho (ser artilheiro). O mais importante é o acesso, mas se eu puder ficar brigando pela artilharia, vai ser muito importante para mim – disse Douglas, que tem quatro gols na competição. Três a menos que Kayke (ABC) e Rodrigo Pimpão (Botafogo).

Pelo Juventude, seu antigo clube, Douglas tinha números bem mais modestos. Em 2013, ele fez 16 partidas e marcou apenas um gol. No ano seguinte, conseguiu melhorar um pouco: foram 22 jogos ao todo e quatro gols marcados.

Nesta temporada, a sorte parece ter mudado para o atacante. Além dos cinco gols pelo Timbu (quatro na Série B e um na Copa do Brasil), Douglas havia marcado três quando ainda defendia o Juventude. Rendimento que o fez chamar a atenção de clubes como o Flamengo, que tentou contratá-lo.

Medindo 1,90m, Douglas surpreendeu ao falar, em seus primeiros dias no Náutico, que não atuava como centroavante. Observação que, segundo o jogador, não era uma tentativa de minimizar as cobranças por gols.

- Não disse aquilo para tirar a responsabilidade de fazer gols. Mas é porque precisava explicar mesmo quais as minhas características. Até estava falando com Lisca que nunca tinha jogado com a camisa 9. Nem com ele, no Juventude (em 2013), eu tinha feito isso. Mas estou aproveitando o momento e colhendo bons números.

Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Imprensa Náutico

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